PIB cresce 4,3% puxado pelo PAC e expansão do consumo
Consumo das famílias alcançou
taxa positiva de 6% e os investimentos cresceram 7,2%
No primeiro trimestre em que o
presidente Lula implantou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o
Produto Interno Bruto (PIB) apresentou uma variação 4,3%, em relação ao mesmo
período do ano passado. Concorreu para esse resultado o crescimento de 4,6% em
Serviços, seguido da Indústria com 3,0% e da Agropecuária com 2,1%. Os números
foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) no
dia 13.
“Nós estamos tranqüilos e
satisfeitos com esse resultado. É claro que o mercado esperava um pouco mais, um
pouco menos. Isso não altera as nossas previsões. Os números podem sofrer
oscilações ao longo do ano. O mais importante é o resultado final, que eu
acredito que ficará em 4,5% este ano”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido
Mantega. Ele avaliou que haverá uma aceleração nos dois últimos trimestres e
observou que o processo de redução da taxa de juros deve continuar. “Temos que
olhar os juros de longo de prazo para ver o que vai acontecer com a taxa, e eles
indicam que a Selic continuará em queda”, disse.
No período, a indústria Extrativa
Mineral impulsionou o crescimento do setor, com um aumento expressivo de 7,9% da
produção de minério de ferro e de 2,6% da produção de petróleo e gás. O setor de
Serviços teve um crescimento de 4,6% na comparação com o mesmo período de 2006.
Os aumentos maiores foram registrados em Intermediação Financeira e Seguros
(9,2%). Para a taxa da Agropecuária, o destaque foram as produções de algodão,
milho, batata inglesa e soja, além dos bovinos.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF)
- investimentos - teve crescimento de 7,2%, resultante, principalmente, do
aumento da produção e da importação de máquinas e equipamentos, enquanto a
relação FBCF/PIB alcançou 17,2%. O coordenador de contas nacionais do IBGE,
Roberto Olinto, explicou que essa taxa só não apresentou um resultado superior
em função da sobrevalorização do real, pois ela é calculada tendo como base
valores nominais correntes. Ainda sob ótica da demanda interna, o Consumo das
Famílias apresentou crescimento de 6,0% e o Consumo do Governo, 4,0%.
INVESTIMENTOS
Para o ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, “o primeiro trimestre mostrou crescimento adequado, mas todas as
nossas perspectivas são de que o segundo trimestre vai ser melhor ainda”. O
ministro considera que a evolução do PAC vai favorecer os investimentos. Para
isso, segundo Paulo Bernardo, também é necessário a redução da taxa de juros.
“Acho que o Banco Central tem uma avenida aberta para baixar as taxas de juros;
os bancos oficiais têm feito um esforço e nós precisamos conseguir que os bancos
privados também façam a diminuição do spread e dos custos de financiamento,
porque isso é mais compatível com a realidade que estamos vivendo, de inflação
baixa, de necessidade de financiamento e de necessidade de crescimento”,
ressaltou.
É importante frisar que o
resultado do primeiro trimestre aponta que é possível sim um crescimento de 5%
já a partir de 2007, como propôs Lula tão logo foi proclamado o resultado do
segundo turno das eleições. É o ponto de partida da retomada do desenvolvimento,
cujo alicerce está consubstanciado no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).
VALDO ALBUQUERQUE