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Empresários elogiam mas pedem ação mais eficaz sobre o câmbio

“A opção de atuar, de forma direta e emergencial, sobre os setores mais afetados é acertada e as medidas merecem o apoio da indústria. Apesar de atingir todas as empresas, o efeito da valorização do real é, de fato, mais intenso em indústrias que utilizam intensamente a mão-de-obra no processo produtivo”, afirma a Confederação Nacional da Indústria (CNI), sobre o programa Revitaliza.  

Avaliando que “as medidas de fortalecimento da indústria, para combater os efeitos de valorização do real, são em tese positivas”, a CNI vê a necessidade de medidas de impacto para resolver os problemas gerados pelo câmbio adverso: “A maioria das medidas visa estimular novos investimentos e, dada a situação de crise setorial, essas empresas não se vêm em condições de realizá-los. Para contra-restar o longo e persistente processo de valorização do real - que é prejudicial às empresas industriais brasileiras - são necessárias ações mais eficazes e de impacto imediato sobre o poder competitivo das empresas industriais”.

Para o diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a medida é eficiente e correta, porque protege indústrias contra as importações subfaturadas, como a têxtil.  “Mas ainda sou favorável a medidas gerais, porque a dificuldade com o câmbio é de toda a indústria”, afirmou Francini.

Edgard Pereira, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), afirmou que “os setores beneficiados possuem mão de obra intensiva”.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Humberto Barbato, defendeu medidas que tenham um impacto “imediato” sobre o câmbio. “Por que o governo não taxa o capital especulativo, algo que teria reflexos mais imediatos na taxa de câmbio?”, questionou.

Para José Luiz Fernandez, presidente da Abimóvel (dos setor moveleiro), considerou positivo o financiamento para capital de giro: “São taxas muito competitivas. Agora, tão importante quanto a queda do dólar é o aumento das matérias-primas. Vamos tentar desoneração para importá-los”, afirmou Fernandez. 
 

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15/06/2007
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