Câmara de Comércio e Indústria:
“O momento é de seguir construindo a
integração entre Brasil e Venezuela”
Comércio entre os dois países
cresceu 486%
A Câmara Venezuelana-Brasileira
de Comércio e Indústria (Camvenez) contestou estudo divulgado pelo
Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), da Fiesp
que afirma haver atraso no pagamento da Venezuela a exportadores brasileiros.
“Verificamos uma série de erros matemáticos e generalizações grosseiras
extremamente ofensivas ao país e ao governo e prejudiciais a quem faz negócios
com a Venezuela”, afirmou o presidente da Camvenez, José Francisco Marcondes.
Em nota oficial, a Câmara
destaca que “a afirmação contida em estudo da Fiesp não corresponde ao
excelente momento vivido pelas relações comerciais entre os dois países,
representado por um crescimento de 486% nos últimos três anos, tornando a
Venezuela um dos dez principais compradores de produtos brasileiros no mundo”.
A Câmara destaca que “segundo o
próprio estudo do Derex, os valores em atraso apresentados para com estas 75
empresas seriam equivalentes a US$ 23 milhões, o que permitiria, segundo as
conclusões do estudo, estimar atrasos de até US$ 100 milhões. Inicialmente,
verificando os dados do estudo, na relação de problemas apontados pelas
empresas, entre os vários listados, a rubrica Atraso no Pagamento equivale a
apenas US$ 7,22 milhões e mesmo que consideremos o valor total correspondente
aos problemas apontados como se fossem Atrasos no Pagamento, é um exagero a
relação superior a quatro vezes entre o valor dos atrasos (US$ 23 milhões) e o
valor estimado das perdas (US$ 100 milhões)”.
“Ainda que supondo a correção da
informação”, ressalta Marcondes que “estes valores são muito pequenos,
comparativamente ao valor das exportações brasileiras à Venezuela, pois o
Brasil exportou à Venezuela o valor de US$ 3,565 bilhões no ano de 2006 e,
portanto, o valor dos atrasos citados (US$ 23 milhões) é equivalente a menos
de três dias de exportações brasileiras para aquele mercado e, mesmo se for
considerado o valor estimado (US$ 100 milhões), este equivale a menos de 11
dias de nossas exportações”.
“O mais estranho é que o Derex
não tenha procurado as melhores fontes para obter estes dados com precisão,
que seriam o Banco Central do Brasil, o Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior ou a Camex, tendo preferido fazer uma pesquisa
de natureza absolutamente informal, não tendo tido tempo nem ao menos de
revisar e corrigir erros de somatória, deixando claro que o estudo foi feito
às pressas, para aproveitar o momento político”, afirmou o presidente da
Camvenez completando: “O momento é de crescer e seguir construindo a
integração”.
LUIZ ROCHA