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“Acusação a Renan é procedimento perverso”

Ao apresentar oralmente a defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no Conselho de Ética, o advogado Eduardo Ferrão afirmou que a acusação de Veja contra o senador era infundada e foi pinçada de uma questão particular “com astúcia, astúcia de répteis”. Além de demonstrar a inocência do senador, expondo as provas que desmontavam todas as mentiras, Ferrão mostrou aos senadores que as constantes manipulações da mídia golpista têm o objetivo de submeter as autoridades públicas e o conjunto da sociedade aos seus interesses. “Estamos vivendo um dos momentos mais difíceis da História do Brasil”, disse.

Ele classificou as matérias dessa mídia, principalmente de Veja, como “sórdidas”, “levianas”, “irresponsáveis”, “cretinas”, recheadas com “mau-caratismo” e “com sarcasmo”, lançadas de forma “farisaica, pretensiosa e auto-suficiente”.

Após citar episódios recentes e acusações contra diversas personalidades que ocupam cargos públicos, o advogado disse que “a Nação fica acuada (pela mídia). É o presidente do Senado, é o presidente do Congresso, é o presidente da República, é a Câmara dos Deputados, é o vice-presidente do Supremo, ou seja, as instituições passaram a ser questionadas, os homens públicos passaram a não ter respeito, a não ter valor. Só o que vale, o que é? É a mídia”, disse Ferrão, destacando que “o que importa (para não ser atacado) é estar bem com eles (com a mídia). Estando bem com eles, está tudo certo. Eles não admitem que alguém se oponha”.

“Se lança uma calúnia de capa. Por que não se pesquisou antes de acusar o presidente do Congresso de sonegador, de uma forma tão leviana, tão irresponsável, tão fácil, digo eu pessoalmente, tão cretina?”, indagou Ferrão, alertando os presentes: “Quem vai ser o próximo, senhores senadores?”.

O advogado de Renan citou também as acusações contra o irmão do presidente Lula, Vavá, condenando o vazamento de informações sigilosas e disse que “isso é criminoso”.

Ele reiterou que não tinha nenhum sentido dar prosseguimento ao processo contra o senador. “Eu quero chamar a atenção de vossas excelências para a perversidade desse procedimento, pois é a chancela a um gesto ignominioso, de uma indignidade com um senador da República, por alguém que quer vê-lo sangrar, lentamente”, alertou. 

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15/06/2007
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