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Congresso da CNM defende o veto à emenda 3, emprego e salário

Solenidade de abertura do 7º Congresso da Confederação Nacional dos Metalúrgicos contou com a presença do presidente Lula, aclamado pelos mais de 400 delegados

“Emprego, Renda e Soberania Nacional” são os temas debatidos no 7º Congresso da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), que contou com a presença do presidente Lula, durante a abertura solene, na terça-feira. O evento contou com participações de mais de 400 delegados de 96 sindicatos de metalúrgicos em todo o país, representando cerca de um milhão de trabalhadores dos setores automotivo, eletro-eletrônico, bens de capital, siderúrgico, alumínio, naval e aeroespacial.

Realizado na cidade de Guarulhos, na grande São Paulo, o Congresso discutiu vários temas de interesse dos trabalhadores, entre eles, defendido com veemência pelos delegados “a manutenção do veto do presidente Lula à emenda 3, que escraviza as relações de trabalho”. A redução da jornada sem redução de salários e ações em defesa do meio ambiente, também foram defendidas pelos delegados.

Aclamado pelos delegados como o metalúrgico número 1 do Brasil, o presidente Lula foi destacado como presidente de honra do 7º Congresso. Em um discurso de 50 minutos, Lula relembrou os tempos de sua militância política no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, dos desafios enfrentados desde os tempos em que trabalhava como torneiro mecânico e, atualmente, como presidente do Brasil. Lula contou alguns “casos” e disse que se sente “meio pai” de todos os sindicalistas. “Os metalúrgicos estão na vanguarda do sindicalismo e atentou para a evolução da atuação da categoria para a conquista dos direitos. Sair da vida sindical para a política, é um processo de evolução e de compreensão da categoria, e de outras categorias”, destacou o presidente.

“Eu queria, sem me alongar, dizer para vocês o seguinte: eu penso que devo aos trabalhadores brasileiros o que eu fui, o que eu sou e o que eu vou ser. Quando um homem adquire convicção do que quer ser, dos objetivos que tem pela frente e dos compromissos que ele assumiu durante toda a sua vida, a chance de errar é muito pouca. Você pode não fazer tudo o que quer no curto espaço de tempo que quer, mas, certamente, você planta as coisas e elas nascem”, disse.

Na abertura, o presidente da CNM/CUT, Carlos Alberto Grana, esclareceu que entre os avanços conquistados, “a escolaridade representa atualmente o principal meio da categoria para impedir o fechamento de postos de trabalho provocado pela tecnologia. É preciso combinar a formação profissional com a elevação da escolaridade, porque não só o mercado de trabalho como o setor metalúrgico está mais exigente em relação às novas tecnologias”.

O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, em seu pronunciamento, afirmou aos metalúrgicos a importância de manter a organização: “Neste momento as centrais sindicais e os movimentos sociais estão mobilizados contra a emenda 3. Estamos numa conjuntura muito importante. E a tarefa principal da classe trabalhadora é lutar por bandeiras históricas e avançar nas suas conquistas, como por exemplo a unificação da data base dos metalúrgicos, ponto que deve ser garantido no Contrato Coletivo Nacional do Trabalho”.

“As manifestações pela manutenção do veto do presidente Lula à emenda 3 - que ocorreram em todo o país, no mês passado -, evidenciou os efeitos nocivos que essa emenda pode causar à contratação do trabalho”, alertou Artur, agradecendo ao presidente pelo veto e acrescentando que “os movimentos sociais só despertaram para o enfrentamento depois de a emenda 3 ter sido aprovada pelo Congresso Nacional”. E denunciou “o golpe dado pelos deputados e senadores que votaram a favor da emenda, atendendo ao lobby de empresários contra os trabalhadores, que não querem ser pessoas jurídicas e perder os direitos trabalhistas”.

Em uma concorrida abertura, o Congresso contou com a participação do prefeito de Guarulhos, Elói Pietá; de diversos ministros como da Previdência, Luiz Marinho; do Desenvolvimento, Miguel Jorge; o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci; e inúmeras lideranças políticas e parlamentes.

ADEMAR COQUEIRO

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15/06/2007
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