Inteligência russa anuncia investigação sobre ação da espionagem inglesa no país
O Serviço Federal de
Segurança da Rússia (FSB) anunciou na sexta-feira, 15, que iniciou de
investigação para apurar as denúncias do ex-agente de inteligência russo,
Andrei Lugovoi, que afirmou que Alexander Litvinenko, morto em Londres em
novembro por exposição a polônio-210, trabalhava para a o serviço secreto
inglês MI 6 e fazia espionagem na Rússia.
Ele negou participação no
assassinato de Litvinenko e disse que o MI 6 também quis contratar os seus
serviços: “De fato, eles me pediram para reunir informação comprometedora
sobre o presidente Vladimir Putin e os membros de sua família”.
Lugovoi afirmou que o
magnata mafioso russo Boris Berezovski também trabalha para o serviço de
inteligência inglês. “Litvinenko disse que possuía materiais importantes e
comprometedores contra Bere-zovsky e que ele poderia enfrentar problemas
graves se aquelas informações fossem publicadas, principalmente porque não
teria como ficar na Inglaterra como refugiado político e sua volta a Moscou o
deixaria muito enca-lacrado. Lá, ele iria para a cadeia”, declarou Lugovoi,
assegurando que “não tenho dúvida de que se acontecer alguma coisa comigo, vai
ser muito útil para Berezovsky. Tiraria as atenções de cima dele. E ele não
vacila em recorrer a qualquer método quando o considera necessário”, disse
sobre o magnata que já afirmou publicamente ser favorável a um golpe de Estado
para remover Putin da presidência russa.
No dia 28 de maio, a
Promotoria inglesa enviou a Moscou a solicitação de extradição de Lugovoi
alegando saber de envolvimento do ex-agente russo com a morte de Litvinenko.
“Em lugar de simplesmente pedir a extradição de Lugovoi, deveriam enviar
provas suficientes para que o caso seja levado aos tribunais”, declarou
recentemente o presidente Putin.