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Chávez: integrar ciência e tecnologia com o projeto socialista da Venezuela

“Não há revolução sem invenção. Todos os esforços que estamos fazendo no desenvolvimento do aparelho produtivo do país, no setor agropecuário e alimentar, têm que estar conectados com os programas científicos e tecnológicos que estamos vendo aqui, na sede do ministério de Ciência e Tecnologia, no Grande Projeto Científico Nacional do Modelo Socialista”, afirmou o presidente Hugo Chávez, durante encontro realizado na terça-feira, dia 19, com cientistas que participam na exposição “Apoio à inventiva tecnológica nacional”.

No ato foi anunciado o financiamento a 76 projetos científicos. O presidente assinalou que a política científico-técnica deve ser adaptada aos objetivos do projeto nacional e que todos os ministérios e órgãos públicos devem ser co-partícipes dessas iniciativas.

Chávez indagou: “Como esses projetos e como o uso da criatividade de nossos cientistas e técnicos vão nos ajudar a avançar para o socialismo?”, e ressaltou que a resposta não é tão simples como parece, porque inclui um importante componente cultural e ideológico. “Os novos inventos, as soluções científicas desenvolvidas para aplicar nos problemas nacionais não podem derivar de uma reafirmação do sistema capitalista, aprofundando a desigualdade e a exclusão social. As possíveis iniciativas que se criem a partir dessas descobertas e pesquisas não devem ser trabalhadas unicamente com o princípio de maximizar o lucro”, advertiu.

Nesse sentido, enfatizou que as soluções dos problemas da população passa inexoravelmente pela sua experiência, sabedoria e criatividade. Como exemplo foi divulgada a tecnologia para processar o PVC (poli cloreto de vinila) desenvolvida pela estatal Pequiven, com o objetivo de aplicar na construção de casas.

O presidente da empresa, Saul Ameliach, explicou que a resina derivada do petróleo, uma vez transformada com essa tecnologia, permite fabricar paredes, portas, janelas e até tetos para a autoconstrução de moradias.

“A temperatura, a resistência, a segurança, a simplicidade das instalações de água, eletricidade e telefone, o acabamento, tudo foi testado e aprovado. Pode-se construir uma moradia com quase 100% de produtos derivados da petroquímica, o que barateará muito os custos”, destacou Ameliach. “No nosso bairro já estamos construindo e é rápido”, disse Belfrán Pérez da cidade de Guacara, do estado de Carabobo, onde está sendo aplicado o programa na construção de 400 moradias. 

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21/06/2007
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