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Indignação é a palavra
*Maria Castro de
Andrade
O SINESP – Sindicato dos
Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo entregou,
em março deste ano, para o Secretário Municipal de Educação, Alexandre
Schneider, o documento “Retrato da Rede” (disponível em nosso site
www.sinesp.org.br) com o objetivo de melhorar a qualidade de ensino e o
atendimento à comunidade escolar.
Este documento foi
construído coletivamente pelos Representantes das Escolas de todas as regiões
de São Paulo, onde foram denunciados todos os problemas e as dificuldades
encontradas pelos supervisores escolares, diretores, coordenadores
pedagógicos, assistentes de diretor e demais profissionais que compõem as
equipes escolares.
Dentre os problemas
apresentados destacamos o excesso de regras para a escola usar o dinheiro no
que ela realmente precisa.
O secretário de Educação
declarou, recentemente, em várias entrevistas, que os diretores de escola
possuem liberdade para gastar como quiserem a verba que a Secretaria Municipal
de Educação envia para as APMs - Associações de Pais e Mestres das Escolas da
Prefeitura de São Paulo, mas a realidade é bem diferente.
Para o uso das verbas
existem leis que apresentam limites em valores e estabelecem os itens onde se
pode gastá-las. Estas regras valem para todas as escolas não considerando as
diferentes necessidades de cada uma, trazendo grandes dificuldades para os
diretores de escola.
Para superar estes problemas
os diretores de escola precisam buscar em conjunto com suas comunidades
alternativas locais.
As leis que criaram as
Associações de Pais e Mestres e os Conselhos de Escola garantem esta
liberdade.
O problema é que quando
fazem isso sofrem críticas da própria Secretaria Municipal de Educação. Isto é
inaceitável.
Não podemos concordar com as
palavras do secretário quando afirma que existe liberdade total para usar
estas verbas.
Em nome das Equipes
Escolares e dos Pais dos Alunos que colaboram diariamente para superar os
problemas da educação nesta cidade temos que manifestar o nosso protesto e
indignação.
*Presidente do Sindicato dos
Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo – SINESP
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