Governo de Israel sabota
cúpula no Egito para paz no Oriente Médio
O governo israelense
sabotou a cúpula realizada no Egito, na segunda-feira 25, entre a Palestina,
Egito, Jordânia e Israel no sentido de propor um cronograma para a paz e a
criação do Estado palestino.
O primeiro-ministro de
Israel, Ehud Olmert, foi vazio em suas propostas de liberação do dinheiro
palestino que arrecada através de impostos, retido pelos israelenses. Do valor
de 700 milhões de dólares anunciou a liberação da metade e dos 8 mil presos
palestinos seqüestrados em Israel.
O objetivo do rei Abdullah
II, da Jordânia, e do presidente anfitrião, Hosni Mubarak, era fortalecer o
presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, diante do golpe
por parte do Hamas, e propor o imediato retorno de Israel às negociações de
paz.
Em resposta ao golpe do
Hamas, na Faixa de Gaza, Abbas destituiu o governo de coalizão e formou um
gabinete emergencial.
Demonstrando seu total
descompromisso com a paz, mesmo diante da tensão que estimulou nos territórios
ocupados, o porta-voz do governo israelense declarou que não ocorrerão
negociações de paz até que Abbas ganhe o “apoio total dos palestinos que
votaram no Hamas”.
A sabotagem israelense
impediu até mesmo que o encontro tivesse uma declaração conjunta após o final
da reunião.
“Dirijo-me a Israel para
estabelecer um Estado palestino independente, com Jerusalém como capital, para
pôr fim ao conflito árabe-israelense e estabelecer uma paz justa e
permanente”, declarou Abbas durante o encontro.
Também declarou que falara
sobre a necessidade de “conter as conseqüências humanitárias sofridas pelos
habitantes da Faixa de Gaza” e exigiu a abertura da fronteira com Israel para
a passagem de alimentos e mantimentos aos moradores.
O rei Abdullah II destacou
que é preciso “permanecer no caminho da paz, com base no verdadeiro respeito”.
A sabotagem e a provocação
se demonstraram mais uma vez quando as tropas de ocupação de Israel, logo após
a cúpula de Sharm El-Sheikh, mataram 13 palestinos, incluindo um menino de 12
anos, e deixaram outros 45 feridos na quarta-feira, no norte da Faixa de Gaza.
O presidente da Autoridade
Palestina, Mahmoud Abbas repudiou os ataques.