José Lopes Feijoó,
presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC:
“Com o PAC, o Estado retoma
o seu papel”
“O 1º de Maio é o dia de lembrar a luta da classe
trabalhadora e das suas conquistas”, disse José Lopez Feijoó, presidente do
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, em entrevista ao HP, durante o ato
de comemoração do 1º de Maio.
“Nós temos agora um grande desafio que é derrotar a
Emenda 3, mantendo o veto do presidente Lula para evitar a perda de direitos
dos trabalhadores”. “Essa é uma batalha constante entre aqueles que querem
retirar os nossos direitos, e nós, que temos que preservá-los”, disse.
Feijoó destacou a importância do PAC, como uma excelente
iniciativa, que “retoma o papel do Estado, do ponto de vista de indutor do
crescimento econômico”. E prosseguiu, “precisamos agora fazer com que esses
investimentos previstos no PAC se realizem o mais rápido possível, e com isso,
fazer com que o país não só cresça, mas que seja capaz de distribuir emprego e
renda”, afirmou.
Na questão dos juros e da política econômica do Banco
Central, Feijoó, afirmou que “a verdade é que os juros ainda estão muito
elevados”. “Há um certo descompasso entre as necessidades do país, as
propostas do PAC e a equipe econômica. Eu creio que não existem mais razões
para essa morosidade”, disse. “E espero que a partir da próxima reunião a
equipe econômica entre em compasso com as necessidades do país e com o
Programa de Aceleração do Crescimento, e nós tenhamos uma queda abrupta da
taxa de juros”.
Destacando a agenda de mobilizações dos movimentos
sociais, Feijoó lembrou as manifestações das centrais ocorridas no mês de
abril, e afirmou que “temos que manter a mobilização”. “E o fato de que nós
temos hoje um governo que não criminaliza os movimentos é um ganho que os
trabalhadores podem comemorar”. “Eu diria que nós temos a comemorar o fato dos
trabalhadores terem eleito realmente um presidente da República que tem origem
na própria classe trabalhadora”, ressaltou Feijoó.