Mantega diz que o Banco do Sul é um “passo adiante na integração”
Os ministros da Fazenda do Brasil
(Guido Mantega), da Venezuela (Rodrigo Cabezas), da Bolívia (Luis Alberto Arce),
da Argentina (Felisa Miceli), do Equador (Ricardo Patiño) e Paraguai (Ernst
Bergen), assumiram um compromisso para acelerar a criação do Banco do Sul
durante reunião realizada na quinta-feira passada em Quito, Equador.
A reunião avançou ainda mais nas
discussões rumo à concretização de uma instituição que tenha como meta o
financiamento do desenvolvimento através dos projetos econômicos de seus
integrantes.
O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, afirmou que “agora podemos dar um passo adiante nesse processo de
integração que tem como objetivo único a criação de um bloco econômico, social
e político como é a União Européia”.
Outra proposta debatida e bem
vista pelos ministros na reunião foi a criação de uma moeda única para o bloco.
“Queremos dar os primeiros passos para a implantação de uma moeda única, e
assim realizar todas as transações entre os países, e o primeiro passo nós
estamos dando”, adendou Mantega.
Os ministros da Fazenda debateram
ainda a criação de uma outra instituição financeira sul-americana, o Fundo do
Sul, para ajuda dos países em dificuldades econômicas. As discussões sobre este
fundo não foram conclusivas e vão continuar.
O consenso na reunião em torno da
formação do Banco do Sul animou os ministros da Fazenda sul-americanos que
montaram um calendário de negociações.
“Se as coisas forem bem, se a
vontade política se mantiver como expressada pelos ministros nesta reunião,
esperamos que em junho possamos anunciar o manifesto de fundação do Banco do
Sul”, disse o ministro da Economia do Equador, Ricardo Patino, anfitrião do
encontro.