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Coutinho: “BNDES não medirá esforços para a execução do PAC”

O economista Luciano Coutinho, em discurso durante cerimônia de posse no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ressaltou que “não é demais sublinhar que a execução do PAC é condição imprescindível para crescer”, e que “o Banco não medirá esforços para a execução do programa”.

“Finalmente! – depois de duas décadas e meia de desempenho medíocre - a economia brasileira pode criar condições para crescer de forma sustentada a taxas próximas de seu elevado potencial”, afirmou Coutinho. “Mais do que o crescimento, almejamos o desenvolvimento social, cultural, ambiental e econômico do nosso país”.

Homenageando o presidente Lula “pela sua profunda identificação com os anseios do povo brasileiro por progresso, justiça e esperança”, Coutinho destacou que recebeu do presidente “a orientação de colaborar junto ao Ministério do Desenvolvimento na implementação de uma política industrial de grande envergadura. Uma política que dinamize economia, acelere a criação de empregos e promova a igualdade de oportunidades. Sinto-me feliz por ter recebido essa orientação que coincide plenamente com os meus sonhos e convicções. É inequivocamente mérito do presidente Lula ter conduzido o Brasil às portas de um novo ciclo de desenvolvimento”.

Na opinião do presidente do BNDES, a indústria de transformação precisa voltar a funcionar como motor propulsor da economia brasileira porque cumpre o papel-chave para o crescimento do emprego, da renda e da inovação técnica: “A indústria precisará acelerar os seus processos de inovação em todos os planos: novos produtos diferenciados, novos processos, aumento contínuo de produtividade e de avanços na qualidade da gestão e da governança. Isso exige olhar o futuro e divisar cenários de longo prazo que auxiliem a definição de rumos e permitam a formulação de estratégias. Para isso, encomendou-me o Senhor Ministro do Desenvolvimento a preparação de estudos setoriais prospectivos”.

“Finalmente”, disse Coutinho, “uma palavra a respeito dos grandes complexos tecnológicos estruturados. Refiro-me ao de Petróleo e Gás, prioritário para o desenvolvimento industrial e para o suprimento de energia. Sem esquecer os atores privados desse complexo o BNDES trabalhará em cooperação direta e intensa com a Petrobrás, cuja tradição de fomento à indústria brasileira sempre foi exemplar. Refiro-me aos complexos aeronáutico e aeroespacial brasileiros, motivo de orgulho, com os quais espero poder intensificar a cooperação e fomento, apoiando o desenvolvimento de redes eficientes de fornecimento de equipamentos, materiais e serviços e auxiliando o desenvolvimento avançado da sua capacitação tecnológica. Menciono ainda a necessidade de apoiar ou reforçar a estruturação de complexos industriais-tecnológicos nas áreas de energia nuclear, agricultura e pesquisa agropecuária, saúde, ciências ambientais”.

O economista concluiu elogiando a competência dos quadros do BNDES e citando o economista Celso Furtado para resumir sua visão de desenvolvimento, que é a da retomada da “construção interrompida” de uma nação soberana, próspera, mais fraterna e menos desigual com os seus filhos. “O futuro tem pressa”, disse, ao encerrar o discurso.
 

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09/05/2007
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