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Paraná comemora o 1º de maio com aumento de salário mínimo
A manifestação em frente ao Palácio do Iguaçu reuniu 200
mil trabalhadores de todo o Estado
No Paraná, o 1° de Maio unificado entre as centrais sindicais CGTB, CUT, SDS, CAT, CGT e NCST reuniu
200 mil trabalhadores das mais diversas categorias em Curitiba, Ponta Grossa,
Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu em defesa do desenvolvimento
econômico com distribuição de renda, valorização do trabalho e pela aprovação
no Congresso da implementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PCA),
o programa federal de investimentos em infra-estrutura e na geração de
empregos com carteira de trabalho assinada.
Com transmissão direta da
manifestação pela TV Educativa, o Dia do Trabalhador realizado no Centro
Cívico de Curitiba onde está o Palácio do Iguaçu (sede do governo), contou com
a presença destacada do governador Roberto Requião. O governador convocou os
movimentos sociais a garantir conquistas dos trabalhadores e assinou a lei que
aumenta o salário mínimo regional do Paraná para R$ 475,20.
FOZ DO IGUAÇU
Enquanto na cidade de Foz do
Iguaçu, a CUT e CGTB realizaram o ato com a participação da CTA (Central dos
Trabalhadores Argentinos), CUT-Paraguai e CUT-Uruguai. O ato iniciou com a
concentração dos trabalhadores na Ponte da Amizade, que seguiram em caminhada,
de aproximadamente 3 Km, até o gramadão da Vila A, em frente à Itaipu
Binacional. O ato contou com a presença do prefeito da cidade, Ricardo
McDonald.
“A nossa bandeira é o
desenvolvimento econômico, a geração de empregos, e pela garantia do veto
presidencial à Emenda 3, que afasta os fiscais do Trabalho de fiscalizarem as
irregularidades na empresas que contratam as pessoas jurídicas, os chamados
PJs”, afirmou o presidente regional da Central Geral dos Trabalhadores do
Brasil (CGTB-PR) e da Federação dos Trabalhadores da Difusão Cultural do
Paraná, Juvenal Pedro Cim.
Durante a manifestação o
governador Requião destacou em seu pronunciamento aos milhares de
trabalhadores que “neste momento em que se ameaçam as garantias dos
trabalhadores do Brasil, a gente soma em Curitiba e em Foz do Iguaçu, ao
despertar do povo contra a opressão neoliberalismo. As garantias trabalhistas,
a garantia do salário e da estabilidade, são intocáveis e o Brasil inteiro tem
que se mobilizar para que não se mexa nisso”.
EMENDA 3
Sobre a Emenda 3, o
governador denunciou que “essa emenda tira o décimo terceiro, o FGTS e as
férias proporcionais dos trabalhadores. Além disso, esvazia o sistema de
previdência do país porque não há mais contribuição. É uma coisa absolutamente
inaceitável, é uma regressão e a escravização do trabalhador brasileiro”.
Requião acrescentou ainda
que novo piso regional, já no seu segundo ano, garante o círculo virtuoso do
desenvolvimento econômico e social do Paraná. “O piso regional garante o
salário para várias categorias. Uma empregada doméstica vai receber R$ 464,00
mensais. Nós estabelecemos valores para as categorias que não são
sindicalizadas. Os que são sindicalizados estabelecem seus salários através da
negociação. Mas de qualquer forma este piso dos não sindicalizados serve como
uma referência para fixação dos salários”, sublinhou Requião.
Segundo o secretário do
Trabalho, Emprego e Promoção Social, deputado Nelson Garcia, “qualquer
trabalhador paranaense, que trabalha em categorias que não têm acordos
coletivos, receberá um salário mínimo que pode variar de R$ 462 e R$ 475,20”.
“O Paraná já criou, no primeiro trimestre deste ano, aproximadamente 43 mil
novos postos de trabalho com carteira assinada. É um número recorde para o
período. Essa ação conjunta do Governo do Estado com um movimento sindical é
mais uma prova de que governador Roberto Requião está do lado dos
trabalhadores”, ressaltou o secretário.
O ato, em Curitiba, foi
encerrado com um show da banda Titãs.
ADEMAR COQUEIRO
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