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Em São Paulo, Apeoesp
conclama o funcionalismo à greve geral no dia 4
“A classe trabalhadora tem
muito a comemorar, mas temos que lembrar que nossa missão é pela manutenção de
direitos. Na nossa área, do funcionalismo público, a luta é pelo enfrentamento
da recomposição salarial, já que enfrentamos um governo que não negocia com os
representantes da categoria”, afirmou Carlos Ramiro de Castro (Carlão),
presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São
Paulo (Apeoesp), durante o ato da CUT e CGTB em comemoração ao Dia do
Trabalhador, em São Paulo.
O líder do professorado
paulista destacou que “o 1º de Maio é um dia de luta de todos os
trabalhadores, por melhores salários, condições de trabalho, mais empregos e
renda, a luta pelo serviço público de qualidade, a valorização das condições
de trabalho e de infra-estrutura. Mas, infelizmente, o servidor no Estado de
São Paulo, há mais de 12 anos está passando por uma situação muito ruim, um
arrocho salarial brutal e péssimas condições de trabalho”.
“Este ano nós unificamos o
funcionalismo público para exigir uma retomada do ensino público, que não é
esse que nós gostaríamos de ter. Não só os professores e professoras, mas
principalmente para a sociedade brasileira, a educação é a política mais
importante para o desenvolvimento do país, tanto econômico como o tecnológico
e o social”, acrescentou.
Ao convocar a categoria,
Carlão frisou que “na última assembléia nós aprovamos por unanimidade greve a
partir do dia 4, para derrotar o projeto da previdência que está lá na
Assembléia Legislativa, encaminhado pelo governador José Serra, e também pela
abertura das negociações da nossa campanha salarial. O governo até agora não
abriu as portas e não atendeu às nossas reivindicações. Se não formos
contemplados , a greve vai continuar a partir do dia 4”.
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