Atores, músicos, jornalistas e poetas dos EUA se reúnem
em ato contra a barbárie de Bush
“Isto é um chamado para a
ação. Estas são as vozes não da história oficial, mas as do povo trabalhador,
dos que resistiram, dos que se opuseram ao establishment em nome da paz e da
justiça para todos. São a voz dos desafiantes, porque essa é a voz que
necessitamos”, disse o historiador norte-americano Howard Zinn, abrindo o
representativo ato organizado por poetas, atores, músicos e jornalistas dos
Estados Unidos, contra a barbárie e as guerras de agressão de Bush.
O ato foi realizado no dia 2
de maio último, no grande auditório da Universidade Cooper Union, em Nova
Iorque.
O líder norte-americano
Frederick Douglas, junto ao socialista Eugene Debs, os poetas Langston
Hughes e Allen Ginsberg; músicos como Billie Holiday e Woody Guthrie, entre
outros, foram interpretados na voz de atores como Danny Glover e Ally Sheedy,
do músico Steve Earle (premio Grammy) e da jornalista Deepa Fernández.
Lembraram as palavras de
Martin Luther King afirmando que o governo dos Estados Unidos é “o maior
provedor de violência no mundo”, e a vida de Harriet Hanson Robinson, a
operária têxtil que começou a trabalhar aos 10 anos de idade, no meio do
século XIX, e descreve sua participação numa das primeiras greves com mais de
mil mulheres.
O ponto alto do evento foi
quando Earle entoava uma canção do compositor e ativista Woody Guthrie. No
meio, o músico conclamou as centenas de pessoas que lotavam o auditório:
“Nunca vamos deter uma guerra se seguem cantando assim, cantem alto”. Foi o
que bastou para que o entusiasmo e a combatividade tomassem conta do teatro.