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Cartas

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Pedágios privatizados

Desde o princípio fui contra as privatizações dos pedágios, feitas durante o mandato do então presidente tucano Fernando Henrique. Li recentemente que a Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) registrou um aumento de 52,5% no lucro líquido do quarto trimestre em 2006, e que em 2005 a concessionária lucrou R$ 547,3 milhões. A CCR controla o Sistema Anhanguera-Bandeirantes, Sistema Castello-Raposo e Rodovia Presidente Dutra, ou seja, rodovias por onde passa um número muito grande de veículos. Caso fosse estatal, esse lucro seria revertido para o Estado, ou seja, para a população, e não para meia dúzia de ladrões que exploram as rodovias com seus pedágios cada dia mais caros. Gostaria muito que o atual governo acabasse com esse crime contra a população e o contribuinte.

Paulo Meira de Souza - São Paulo (SP) 

Cohab x moradores

Na manhã de 18 de maio de 2007, a comunidade do Bairro Fazenda Santo Antônio, no município de São José, foi surpreendida com uma ação arbitrária do Governo do Estado por intermédio da Cohab. A Cohab encaminhou em mãos um documento para a Associação de Moradores que apresenta o prazo de trinta dias, a contar da data de 18 de maio do corrente ano, para desocupar as dependências da sede social comunitária. Vimos a público manifestar nossa indignação perante esse ato. Queremos garantir direitos sociais, e não exclusão. Queremos democracia e oportunidades. Não aceitamos tal atitude; toda a comunidade sabe que, com organização popular, iremos garantir esses direitos. Esperamos uma manifestação dos órgãos competentes sobre essa questão. Em 24 de agosto de 1990, a comunidade foi atendida pela então direção da Cohab, a qual assinou um contrato de comodato disponibilizando uma área dentro do bairro para instalação da sua sede social. Esse contrato tem o prazo de validade de 30 anos. Desde então, esse espaço público vem sendo amplamente utilizado por toda a comunidade local e regional, onde estão instalados a sede social comunitária, o salão de festas, a cancha de bocha, o parque infantil, a área de lazer, o campo de futebol, o campo de futebol de areia, a quadra de voleibol de areia e a área verde. Ressalta-se que esse espaço é a única área de lazer de todo o bairro. Toda a comunidade está mobilizada para garantir seus direitos. Recorreremos a todas as instâncias, sejam elas jurídicas ou políticas, mas não aceitaremos tamanha falta de respeito e descaso com a população.

Simone Fraga - presidenta da Associação de Moradores - São José (SP)

Manuscrito

Quando da minha infância e adolescência havia um livro com o título “Manuscrito”. Havia neste livro textos manuscritos com diferentes traços caligráficos das mais importantes personagens da literatura brasileira. A finalidade didática era o desembaraço para uma leitura fluente naquela época, principalmente em letras cursivas, quando só os grandes centros dispunham de gráficas e máquinas de datilografia. Uma tortura da época era conseguir ler os garranchos de receitas médicas. Mesmo os vendedores de remédios “farmacêuticos” tinham dificuldades de ler tais receitas. A caligrafia dos doutores era tão difícil que inspirou Leopoldina Dias Saraiva em seu livro “Guirlanda de Trovas” o verso: Vaidosa afirma a criada/ Zé vai sê dotô, pruque/ tem uma letra danada.../  Escreve, mas ninguém lê”. Faço esse preâmbulo para questionar as receitas médicas ainda em leitura difícil. Por que os médicos não escrevem com letras legíveis ou usando a modernidade tecnológica? Há receitas que até o balconista experiente fica embaraçado. É necessário que o médicos facilitem a vida dos pacientes semi e analfabetos.

Lair Estanislau Alves - Belo Horizonte (MG) 

Previdência estadual

É incompreensível a insistência em dizer que a contribuição previdenciária neste Estado de São Paulo, atualmente, é de 11% (onze por cento). Na verdade o percentual é de 13% (treze por cento), que está dividido da seguinte forma: 6% para o Instituto de Previdência do Estado de São Paulo – Ipesp, encarregado de com essa arrecadação efetuar o pagamento das pensões, 5% para a Secretaria da Fazenda para pagamento das aposentadorias. E os 2% restantes são destinados ao Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual – Iamspe.

Pedro L. C. Vergueiro - São Paulo (SP)

Roberto Carlos

Roberto Carlos (brasa, mora) dos velhos tempos da jovem guarda, daqueles tempos de esperança, amigos de fé, muita alegria e vontade de vencer. Hoje, será que tudo isso morreu no coração do velho amigo, guerreiro que arrastava seus amigos a triunfar? Confesso com dor no coração que ainda sou o seu fã e que gostaria aplaudi-lo como das outras vezes que levantei para ovacioná-lo nas muitas vezes que sacudiu a platéia com cantos que até hoje sinto balançar a minha alma. Se você quer ser eternamente o amigo de fé, camarada legal das multidões, eu confesso que gostaria de ver você devolver a alegria de um jovem que cresceu admirando os seus trabalhos: Paulo César de Araújo, jornalista e historiador, autor da biografia de Roberto Carlos em Detalhes. Não rasgue e nem queime essa obra que só trará benefícios e fechará com chave de ouro a sua carreira de vencedor e pessoa maravilhosa que você foi e será.

Paulo Hirano - Curitiba (PR)

Nota da Redação: Estaríamos de acordo, Paulo, se o livro em questão fosse realmente uma biografia ou algo respeitável sobre nosso grande Roberto Carlos. Infelizmente, não é o caso. O Roberto tem o direito de preservar sua intimidade e exigir que seu nome não seja usado numa espúria tentativa de amealhar não poucos reais.
 

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25/05/2007
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