Ministros acertam criação
do Banco do Sul para junho
A instituição do Banco do
Sul deverá ser formalizada no próximo mês durante a Cúpula de Chefes de Estado
do Mercosul, que será realizada nos dias 28 e 29 no Paraguai. Na terça-feira
passada, ministros da Fazenda e Economia do Brasil, Argentina, Uruguai,
Venezuela, Equador, Paraguai e Bolívia reuniram-se em Assunção, quando
definiram a data para o lançamento do banco.
“Estamos avançando em vários
aspectos da integração regional, e, para conseguirmos isso, temos que
conseguir a integração monetária e financeira”, afirmou o ministro Guido
Mantega destacando que o Banco do Sul será uma instituição financeira “ágil”
para financiar os projetos de integração da América do Sul e o desenvolvimento
regional. “Começamos a fazer essa integração constituindo o comércio com moeda
local para que no futuro haja uma única moeda na América do Sul”, completou
Mantega.
O ministro da Economia do
Paraguai, Ernst Bergen, lembrou que “convidamos todas as nações que integram a
União das Nações do Sul (Unasul) a aderir a este banco, que deve ser
auto-sustentável, com órgãos de condução com representação igualitária”.
Antiga Comunidade Sul-Americana de Nações, a Unasul congrega Argentina,
Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Uruguai,
Suriname e Venezuela.
De acordo com Guido Mantega,
a região precisa de “uma instituição que abra crédito com mais facilidade que
os organismos atuais. Se for preciso, emprestamos a taxas baixas para
construir caminhos e pontes e integrar a região”.
Já a ministra argentina
afirmou que o comércio com o Brasil a partir de outubro será realizado com o
uso de moedas locais, podendo ser ampliado para os demais membros do Mercosul.