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O Brasil está melhor

Meu caro cronista, sou assinante de “O Globo” há pelo menos uns 40 anos. Hoje, aos 82 anos de idade, já não tenho muita paciência para leituras longas. Na realidade, sou um péssimo leitor. Prioritariamente, leio, por alto, o resumo das principais notícias e, depois, a parte dos esportes. Volto então às notícias ou reportagens que me chamaram mais atenção. Nunca deixo, entretanto, de ler o Zuenir, o Veríssimo, o Hélio Gaspari e, principalmente, o João Ubaldo Ribeiro. Uma das crônicas mais importantes que li, em toda a minha vida, foi a que você escreveu sobre o ex-presidente Fernando Henrique, taxando-o de traidor. Com todas as letras, senti orgulho de ser seu patrício, pois foi, também na minha opinião, o que ele fez: traiu a todos os brasileiros – inclusive eu – que votei para sua reeleição. Hoje em dia você é um crítico voraz do presidente da República. Na minha opinião, simplista talvez, o Brasil está, agora, bem melhor. Antes deste governo, eram comuns enriquecimentos – da noite para o dia – com manipulação do câmbio; não vemos mais o FMI determinando nossa política econômica; milhares de trabalhadores da indústria naval hoje estão a pleno vapor, apoiados pela Petrobrás; hoje o Brasil está construindo e exportando navios, plataformas e etc.; nunca a Polícia Federal trabalhou tanto; o dólar está valendo R$ 2,00, ou seja, está onde deve ou pode estar; nossas exportações têm-nos proporcionado superávits jamais alcançados; as políticas econômicas e sociais deram a este Governo uma aprovação de 70%. Há falhas? Certamente. Mas que o Brasil melhorou ninguém pode negar. Afastando-me do assunto, peço a sua paciência para lhe contar um fato por mim presenciado: morava eu em Niterói, de onde me mudei há cerca de 11 anos, ao lado da reitoria da UFF, em Icaraí. Ali se realizava aos domingos, um concerto com excelente orquestra. Numa dessas apresentações, a que eu assistia, faltou luz em meio à execução de um número. A orquestra parou de imediato, mas o Maestro, dirigindo-se a platéia, disse que a orquestra, em homenagem aos presentes, continuaria a execução da Obra, mesmo sem a sua regência. E assim foi feito. Os músicos tocaram lindamente, a luz voltou e o Maestro deixou que os músicos terminassem. Após os entusiásticos aplausos, inclusive do próprio Maestro, este, com muito bom humor, disse ao público presente: “Gente, vou voltar ao meu trabalho antes que esses caras (os músicos da orquestra) descubram que podem trabalhar sem mim”. Meu caro cronista, você acredita, sinceramente, que o país possa ser comparado àquela orquestra e que obtenha tantos e comprovados êxitos sem a “regência do seu Maestro?” Um forte abraço do admirador, leitor e assinante.

Alberto de Azevedo Pereira – Rio de Janeiro (RJ)

Nota da Redação: Agradecemos ao leitor  por sua combativa e experiente participação. 

Serra e o crime

A revista Veja, na sua reportagem de 23 de maio (Serra contra o crime), comparou as rebeliões e as fugas entre 2006 e 2007. Será que Veja sabe que 2007 não terminou ainda? Quem escreveu  esta reportagem violando as bases e princípios das estatísticas científicas e dos estudos das sociedades? Será que a Veja sabe a metodologia e os fundamentos desse tipo de estudo que envolve violência? E se as rebeliões aumentarem nos próximos meses e ultrapassarem as rebeliões que aconteceram em 2006, como fica essa estatística ridícula da Veja? Primeiro, não vai falar nada, como faz muitas vezes, se escondendo entre as notícias da semana seguinte, escrevendo outras matérias ou fazendo uma reportagem brincando com as  palavras para sair com a cara limpa. Eu nunca li uma estatística tão absurda.

Hussei Shuma - Santos (SP) 

Buracos na rodovia

Quero reclamar do péssimo estado da rodovia que liga Caxambú, no Sul de Minas Gerais, a Juiz de Fora. Toda vez que chove, os buracos aumentam e, infelizmente, a situação se agrava a cada ano sem que nenhuma providência seja tomada. Até mesmo terra está sendo jogada nas crateras para tentar amenizar a situação. Está um verdadeiro caos, e é preciso que as autoridades tomem alguma providência.

Marcelino Tomé - correio eletrônico 

Martírio na Vivo

Sou, através de minha empresa, usuário da Vivo há 18 meses. Quando tive que mudar de consultor, iniciou-se o martírio, pois cada solicitação se transformava em um número de protocolo com prazo de retorno, logicamente não cumpridos. Soubemos que a Vivo não iria transferir minha “carteira” (é assim que denominam) para outro consultor, pois pertenceria definitivamente ao determinado pela empresa. Soube também que teria que cancelar o contrato e as linhas para mudar de consultor. Desde o início, março, conversei com Carlos, Renata, Penha, Joseane Dantas, Janaina Almeida, Carla Martins, Alexandra, Valene, Viviane, Kelli Regina, Laide Pereira, Ana, Clícia (último contato em 27/05/2006) e outras que não anotei o nome por estar sem caneta no momento. Protocolos foram vários. O ápice do descaso veio nesta semana, quando finalmente a Vivo teria feito contato, segundo informou uma das operadoras, mas após 3 tentativas não teria me localizado e “fechado” o penúltimo protocolo por isto. Diante disso, encaminho minha reclamação a quem possa interessar.

Ricardo J. Vercelli - Bragança Paulista (SP)
 

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30/05/2007
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