Presidente do Equador
interpôs ação contra o editor do jornal “La Hora” por “injúria
grave”
“Queridos
concidadãos, com a dor da alma lhes tenho uma recomendação: não acreditem na
imprensa, ela manipula a informação”, declarou o presidente equatoriano Rafael
Correa, no sábado, 26, acrescentando que “alguns setores na imprensa são
mentirosos e corruptos”.
A afirmação foi
feita dois dias após um encontro com jornalistas em que foi debatido o
processo que o presidente move contra Francisco Vivanco Riofrío, principal
responsável pelo jornal equatoriano ‘La Hora’, que no editorial do dia nove
março responsabilizou o presidente equatoriano por alguns sopapos que
ex-deputados que tentavam golpear a convocação da Assembléia Nacional
Constituinte tomaram de populares ao tentar invadir o parlamento.
No editorial o
jornal diz que o mandatário governa através de “tumultos, paus e pedras” sem
apresentar nenhuma comprovação que corrobore as acusações.
Correa disse ainda
que seu governo não teme a imprensa: “o país mudou e tem um governo que não
tem medo e não vai admitir estas barbaridades”.
O presidente Correa
informou que seu governo está analisando a concessão de freqüências de rádio e
televisão devido a irregularidades no processo de concessão.
“Estamos
investigando isto. Houve muitas corruptelas nas concessões de freqüências de
rádio. Vamos ver quantos ex-deputados tem freqüências utilizando sua
influência política para administrar 15, 16 freqüências e hoje são os
comunicadores sociais, a opinião pública”, declarou o mandatário equatoriano.
E acrescentou: “o
que estão fazendo é defender interesses privados e muitas vezes corruptos. As
freqüências de radio e televisão tem sido concedidas de formas obscuras e é
hora de endireitar este assunto”.
A Secretária de
Comunicação, Mônica Chuji disse sobre as insinuações do ‘La Hora’ que “a
liberdade de expressão no Equador não pode ser confundida com calúnias que
podem pôr em risco a um governo ou a estabilidade do país”.
“Este meio (o jornal
‘La Hora’) responsabilizou o Presidente pela agressão que sofreram os
deputados, por parte de um grupo de cidadãos. O governo, digo de antemão,
rechaça e condena todo ato de violência e que a policia deve garantir a paz e
a tranqüilidade dos cidadãos”.