Editorial
Só uma coisa pode ser mais contrária ao aprofunda-mento
da democracia no Brasil do que o controle das emissoras de TV por meia dúzia
de famílias brasileiras.
É permitir que corporações estrangeiras, particularmente
as teles, frente as quais as mais poderosas emissoras nacionais não passam de
micro-empresas, invadam o setor e assumam o controle sobre ele.
Fazer isso em nome do estímulo à “concorrência”, no caso
dos tucanos da Anatel é puro cinismo.
Em outros casos é um sinal de desatenção em relação aos
sinistros efeitos que a medida não tem como deixar de produzir.