Diplomacia brasileira
colocou um ponto final na Alca, disse Amorim
Representantes das centrais
sindicais, entidades estudantis, de agricultores, movimento negro, de mulheres
e a CNBB - reuniram-se com a Secretaria-Geral da Presidência da República e
com o Itamaraty para discutir a política externa do governo e a participação
pública na agenda internacional brasileira.
O ministro das Relações
Exteriores, Celso Amorim, destacou a integração do continente, a participação
do Brasil no grupo Amigos da Venezuela e os avanços do Mercosul, ao mesmo
tempo em que o governo brasileiro impediu a imposição da Alca: “Ao contrário
do Mercosul”, a Alca “não é e nem será uma realidade. Isso se deve à
diplomacia brasileira”.
Quanto à agressão dos EUA
contra o Iraque, Amorim lembrou que o governo do presidente Lula se opôs
publicamente contra a ocupação do país árabe. O chanceler defendeu a presença
brasileira no Haiti no processo de estabilização considerando que o Brasil
está fazendo “a coisa certa”. Na opinião de Amorim, o Haiti precisa de ajuda
econômica, social e humanitária. “Tudo o que se fizer, porém, ainda é pouco”,
disse.
A limitação do capital
estrangeiro na educação também foi abordada no encontro. O secretário-geral da
Presidência, Luiz Dulci, afirmou que o tema não entra nas negociações
internacionais sobre serviço. “O que o ministro Amorim deixou muito claro é
que o governo brasileiro não concordaria em negociar a área de educação”.
Sobre o encontro, Luiz Dulci
considerou que “esse diálogo pode contribuir positivamente com a política
externa brasileira. A Cúpula Social do Mercosul, atividade realizada em
dezembro de 2006 pela sociedade civil, mostrou que isso é possível”.