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Lula: “PAC vai facilitar a troca o aluguel pela casa própria”
“Vamos
investir mais de 170 bilhões e 800 milhões de reais em infra-estrutura social
e
urbana nos
próximos quatro anos”, anunciou
O presidente Lula afirmou na terça-feira, em São
Paulo, que o motor que impulsiona o Brasil para objetivo
do desenvolvimento “chama-se hoje Plano de Aceleração do Crescimento (PAC)”.
“E nós estamos convencidos de que o PAC é apenas um começo”, acrescentou.
“Não ficaremos com dinheiro em caixa, esperando, para
engordar o superávit primário no final do ano”, disse Lula, ressaltando aos
empresários que o governo vai priorizar a liberação dos recursos dos projetos
ligados ao PAC. “Se, até tal data, não estiver pronto o projeto executivo para
que a gente possa licitar e começar a obra, iremos transferir o dinheiro para
outro projeto”.
“Estamos convidando os senhores a se engajarem numa
arquitetura de reconstrução cívica, cuja planta é o PAC”, conclamou, durante a
solenidade de abertura da 15ª edição da Feira Internacional da Construção (Feicon).
“Ele”, prosseguiu, “expressa a nossa certeza, que vem desde o primeiro dia do
nosso primeiro mandato, de que não se transforma uma sociedade à margem do seu
povo”.
PROTAGONISTAS
Lula disse que uma nova fase
está se abrindo no país e “uma nova compreensão de desenvolvimento se espraia
por todos os segmentos da nossa sociedade”. Ele criticou a política de
desmonte do Estado e as “terceirizações” levadas a efeito pelo governo FHC.
“Há muito tempo a sociedade brasileira havia perdido a noção do que significa
esse engajamento nacional para viabilizar um projeto de desenvolvimento”,
avaliou. “Tudo se passava como se a economia tivesse pouco a ouvir da
democracia. E a democracia nada tivesse a dizer sobre o crescimento econômico.
A terceirização dos destinos nacionais, festejada como sinônimo de modernidade
por alguns, e de garantia de eficiência por outros, afastava os verdadeiros
protagonistas da nossa história”, prosseguiu.
“Cristalizou-se entre nós,
durante algum tempo, a falsa idéia de que o desenvolvimento é uma conta de
chegar que se resolve por si mesma, sem a interferência da vontade política,
sem o engajamento da sociedade, nem a contribuição de suas lideranças”,
acrescentou Lula, lembrando que “é muito provável que no interior dessa
concepção de progresso tenham proliferado os germes da violência e dos
desequilíbrios sociais que ora nos afligem e nos desafiam”. “Se queremos
cidadania plena, temos que construir a sua devida correspondência social, que
é a plena inclusão da grande maioria da nossa sociedade”, completou.
O presidente salientou ainda
que “a construção civil é uma das locomotivas do crescimento nacional”. Ele
lembrou que os produtos e lançamentos da feira “reafirmam as dimensões de uma
indústria que contribui com 60% do investimento brasileiro; uma indústria que
impulsiona oito cadeias produtivas; emprega mais de um milhão e trezentas mil
pessoas e deve crescer”.
Em seu discurso, Lula
apontou ainda as medidas que o governo tem tomado para incentivar o setor.
“Desde o ano passado, assinamos quatro decretos de desoneração para o setor de
material de construção. Mais de 40 produtos tiveram alíquotas reduzidas ou
zeradas, um pouco mais de 1 bilhão e 100 milhões de reais de desoneração”.
“Alteramos a Lei 4.380,
permitindo operações de crédito imobiliário a juros pré-fixados, sem a
correção da TR, o que abre a possibilidade de prestações fixas para o
comprador da casa própria”, lembrou o presidente, acrescentando que “o BNDES
destinou 100 milhões de reais para financiar o investimento das empresas de
construção em modernização e inovação tecnológica”.
“Quero lembrar também que o
financiamento habitacional cresceu 60% no nosso país, em 2006. Nunca, desde os
anos 70, houve tanto dinheiro para habitação. Dinheiro mais barato e prazos
mais longos, o que significa dizer que a prestação está, cada vez mais,
adequada ao bolso dos nossos queridos compradores e compradoras”, comemorou.
“Com os investimentos
previstos no PAC, será cada vez mais fácil trocar o aluguel pela casa própria.
Vamos investir mais de 170 bilhões e 800 milhões de reais em infra-estrutura
social e urbana nos próximos quatro anos”. “Além disso”, assinalou o
presidente, “a Caixa Econômica Federal, que antes só financiava o comprador do
imóvel, agora vai emprestar também 4 bilhões e 500 milhões de reais para as
empresas iniciarem novos empreendimentos imobiliários”.
SANEAMENTO
“Nosso desafio”, disse Lula,
“é continuar a avançar, e avançar muito na construção dos fundamentos da vida
em sociedade, num país que já reúne a quarta maior taxa de urbanização do
Planeta. Por isso, o PAC assumiu o desafio de reduzir a metade do déficit
habitacional acumulado nesse processo, e de investir também 40 bilhões de
reais em saneamento nos próximos quatro anos”. “Eu estou convencido e quero
dizer para vocês”, arrematou o presidente, “que o Brasil hoje não depende mais
de ninguém, o Brasil depende de nós”. “O Brasil depende das nossas convicções,
o Brasil depende das nossas iniciativas”, concluiu.
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