PSDB age na Câmara para
abafar investigação da tragédia do Metrô
O PSDB está impedindo até a
realização de uma simples audiência pública na Câmara dos Deputados para
discutir as causas da tragédia do Metrô em São Paulo que provocou sete mortes,
destruição de casas e uma enorme cratera na Linha 4. Os tucanos serristas
atuam para barrar qualquer investigação do caso nas comissões da Câmara.
Segundo o jornal “O Globo”,
o deputado tucano Carlos Sampaio (SP) agiu para impedir que a Comissão de
Defesa do Consumidor faça uma audiência pública e aprove a criação de uma
comissão externa para investigar o desmoronamento das obras da Linha 4,
alegando “exploração política”. Uma outra proposta para investigar a obra do
metrô foi apresentada na Comissão de Direitos Humanos sem sucesso.
Enquanto isso, os tucanos
fazem um alarido para criar uma CPI do setor aéreo, cuja instalação foi
suspensa pelo plenário da Câmara por 261 a 46, apelando até para o STF. Além
disso, os tucanos e seus aliados estão obstruindo os trabalhos na Câmara,
prejudicando a população e impedindo que leis de combate à violência sejam
aprovadas.
A proposta de CPI da
oposição não tem fato determinado, não tem prazo e nem o número de deputados,
ferindo o regimento da Casa e a Constituição, segundo o relatório do deputado
Colbert Martins (PMDB-BA) que acatou o requerimento do PT na Comissão de
Constituição e Justiça apontando as ilegalidades da proposta.
“Na verdade, a tradição do
PSDB é não aceitar ser investigado nunca, mas não perde a oportunidade de
criar um palanque eleitoral quando se trata de apurar seus adversários”,
afirmou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). O deputado petista informou que
um requerimento de sua autoria, propondo audiência pública com o atual
secretário municipal de transportes de São Paulo, José Luiz Portela, para que
explicasse as causas do acidente e a situação das obras, ainda não foi votado
na Comissão de Transportes. “No dia que o requerimento entrou na pauta, o PSDB
e o PPS foram lá para obstruir e impedir a apreciação da proposta”, contou.