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Cartas

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Darcy Ribeiro

Passou praticamente despercebido o décimo ano de falecimento de Darcy Ribeiro, um homem que apesar de ter sido ministro, vice-governador, senador e reitor da Universidade de Brasília, conseguiu passar pela vida sem perder a humildade e o prazer de ser antes de mais nada um antropólogo e um educador, interessado na história e nos costumes do Brasil e de sua gente. Destaque-se que foi através de Darcy Ribeiro que nosso país teve a grande chance de mudar a sua história, investindo maciçamente em escolas, para não ter de construir presídios. Infelizmente, por mesquinharias políticas, os CIEPs, um magnífico projeto educacional de tempo integral criado por Darcy Ribeiro, durante o primeiro governo de Leonel Brizola no Rio de Janeiro, foram extintos, fazendo voltar às ruas as crianças que, expostas ao ócio e ao vício, transformaram-se na base de onde surgiram os marginais que hoje semeiam o pânico em nossas cidades.

 Júlio Ferreira - Recife (PE) 

Obras tucanas

A realidade não cansa de mostrar as maravilhas criadas pela “competência” dos governos tucanos. A obra e o tipo de contrato da linha Amarela do Metrô de São Paulo, não foram as únicas maravilhas criadas por eles. Em Minas Gerais, também criaram uma outra obra prima: A obra da Linha Verde. Parte do Viaduto sobre a Rua Jacuí, em término de construção, cedeu e corre o risco de ruir, por isso, deverá ser demolido. Sabem quem está cuidando da obra? A Camargo Corrêa, que também faz parte do consórcio da linha amarela do Metrô de S. P. Além disso, há alguns meses, uma obra na MG-010 em Vespasiano, no bairro Jd. da Glória, foi toda demolida, fato omitido da população. Eu não entendo porque a imprensa faz questão de omitir essas informações. Será que resolveram boicotar os tucanos?

Luiz Carlos Paçoca - correio eletrônico 

Derrota no Líbano

Olmert não tem como dar uma explicação depois da derrota que o exército de Israel sofreu no sul do Líbano. Olmert ficou  sem saída, pois se falar que o ataque foi uma ação por causa dos dois soldados sequestrados no sul do Líbano naquela época, ele vai ser acusado de negligência. Afinal, como pode fazer um ataque sem preparar o exército? A última declaração dele que caiu como uma bomba em cima do povo que mora naquela terra foi a de que o ataque do exército do Israel já foi planejado no tempo de Ariel Sharon. Isso significa que o exército de Israel se preparou meses para esse ataque, assim mesmo ele não conseguiu ganhar a guerra. A explicação que ele deu foi mais vergonhosa para o exército de Israel. Eu quero dizer uma coisa para a revista Veja que naquela época falou mal do Líbano: o que vocês escreveram não foi verdadeiro, pois Olmert mesmo confessou que o ataque foi planejado antes. O que vocês têm para dizer agora? Tenho certeza que nada, porque simplesmente vocês não têm explicação para o que dizem.

Hussein Shuman - Santos (SP) 

Vil metal

“O dinheiro é o esterco do diabo”. Esse é um adágio popular muito antigo. Se observarmos a evolução da humanidade, veremos obviamente que o vil metal é o desequilíbrio dos povos. Causa guerras, conflitos interno e externo. A invasão do Iraque com a falácia de democratizá-lo, é apenas uma desculpa para os americanos açambarcarem sua maior riqueza que é o petróleo para transformá-lo em petrodólares. A sede do dinheiro faz as pessoas deslancharem para as baixezas macabras da alma, como o orgulho, o egoísmo, a ambição e a inveja. Quantas pessoas matam pelo vil metal? Não digo nem o assaltante que mata por qualquer merreca, mas pessoas que rompem os laços de amor e fraternidade, filho que mata pai, mulher que mata o marido, marido que mata a mulher. A história da criminologia está cheia dessas barbaridades. O vil metal foi a tentação que fez Judas Iscariotes entregar Jesus aos soldados romanos por trinta dinheiros. Ter dinheiro é ótimo, mas devemos ganhá-lo com trabalho e honestidade. Estou dizendo o óbvio, mas como é difícil enxergar o óbvio!

Lair Estanislau Alves - Belo Horizonte (MG)

Violência e medo

Virou rotina para o cidadão brasileiro dos dias atuais, viver mais em função do bandido que de si próprio. Não se vais mais a um cinema por medo de assaltos e/ou ver o carro roubado na saída. Os jogos de futebol só mesmo pela TV, pois falta coragem para enfrentar a violência que impera entre torcidas  nos estádios. Se vai a algum lugar, não se pode mais usar anel, cordão, celular ou mesmo relógio. Se fica em casa para evitar toda essa dura realidade, o risco também existe, pois as invasões domiciliares são uma constante. O interior, que era a válvula de escape, foi onde mais cresceu a insegurança, segundo as últimas pesquisas. Para confirmar tudo isso, nestes dois primeiros meses do ano, os jornais deram muito mais destaque a violência que qualquer outra coisa. O carnaval passou  desapercebido. E o Congresso, que deveria com urgência discutir o assunto, mais uma vez dá as costas aos cidadãos, protelando o caso, ao adiar esta discussão para sabe-se lá quando.

Habib Saguiah Neto - Marataízes (ES)

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16/03/2007
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