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Bolívia adere ao Banco do Sul que já congrega Venezuela, Argentina  e Cuba

Os presidentes Hugo Chávez e Evo Morales anunciaram no domingo, em ato na cidade boliviana de El Alto, a adesão da Bolívia à iniciativa dos governos argentino e venezuelano da criação do Banco do Sul, cujo capital inicial será resultado do aporte de uma porcentagem das reservas internacionais das nações participantes e servirá para financiar projetos de crescimento.

“Em vez de deixar esse dinheiro nos bancos do norte o teremos aqui mesmo. O Banco do Sul é um banco com justiça”, declarou o presidente venezuelano. “O Banco irá se fortalecendo progressivamente. Começará, por exemplo, com uns cinco bilhões de dólares, dinheiro que em pouco tempo se incrementará”, acrescentou.

Chávez disse ainda que um dos primeiros benefícios da decisão boliviana se traduziria na aprovação de recursos para financiar “se não toda, pelo menos uma parte” de um projeto que ligará, através de uma rodovia, o norte boliviano com o Pacífico, através do Peru.

A Bolívia se junta à Argentina, Venezuela e Cuba, países que já compunham o Banco do Sul.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou durante visita a Buenos Aires que o Brasil participará da criação do Banco do Sul, instituição voltada para o financiamento de projetos de desenvolvimento e integração da América do Sul.

BRASIL ANUNCIA QUE PARTICIPARÁ DE BANCO DO SUL 

Mantega, que se reuniu com a ministra da Economia da Argentina, Felisa Miceli, disse que instituições já existentes podem ser aproveitadas para a criação do banco, como a Corporação Andina de Fomento. “Temos que estudar qual é o caminho mais curto e mais objetivo para que possamos ter esse importante instrumento para ampliar o desenvolvimento e acelerar a integração de nossos países”, disse Guido Mantega.

O presidente da Assembléia Nacional cubana, Ricardo Alárcon, presente ao ato, afirmou que “serão os governos em nosso continente que saberão responder às demandas e exigências dos movimentos sociais”.

Na quarta-feira, após o fim de seu giro diplomático de cinco dias - em que visitou Argentina, Bolívia, Nicarágua, Haiti e Jamaica - o presidente Chávez afirmou em seu programa semanal de TV que “devemos começar a falar da Nação, porque todos nós somos uma só Nação, uma Nação de Repúblicas”.

Ele acrescentou que “o império, para nos dominar, nos dividiu. Divide e assim tenta nos manipular, nos jogando uns contra os outros, quando não com guerras armadas com guerras verbais”.

“Enquanto o Império, a oligarquia e os meios de comunicação, que funcionam como quinta coluna nas nações, atacam os povos e seus governos, mais se intesifica nossa união”, prosseguiu.

O presidente venezu-elano afirmou ainda que a maioria dos detratores da política de apoio a outras nações, empreendida pelo Governo Bolivariano, “venderam o país nos governos anteriores. A maioria que critica que apoiamos estes países-irmãos e muito mais pobres para tirá-los de sua miséria e deste drama tão profundo, são os que entregaram o país e suas riquezas, durante cem anos ou mais, ao império. Aqui não pagavam pelo petróleo”.

 “E Vamos recordar a eles e a todos que nos quiserem ouvir que agora é quando a economia venezuelana, depois de um século de instabilidade, está crescendo a um ritmo como nunca antes visto em toda nossa história”, disse, acrescentando que “há quatro anos crescemos a um ritmo de 11% ao ano sendo superados apenas pela China”, disse o mandatário venezuelano.

RODRIGO CRUZ

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16/03/2007
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