Deputado palestino é
seqüestrado por nazis de Israel na
madrugada
As tropas de ocupação
naziisraelenses seqüestraram o deputado palestino, Ahmed Abdul Aziz Mubarak,
no dia 12. Mubarak é deputado do bloco legislativo Mudança e Reforma.
A provocação israelense
aconteceu na véspera do anúncio da instalação do governo de unidade palestino,
resultante de acordo firmado pelo Hamas com o Fatah na cidade de Meca.
Com o governo de unidade,
cessa o argumento fajuto brandido pelos fascistas de Israel para se negar a
negociar a paz em troca do fim da ocupação. Até agora os israelenses diziam
que Muhamed Abbas, presidente palestino, não representava o conjunto dos
palestinos após a eleição de um governo liderado pelo Hamas.
Outro falso argumento do
governo de ocupação é que o Hamas se recusa a reconhecer o Estado de Israel.
Ora, se o governo palestino de unidade se propõe a realizar negociações de
paz, só pode ser com alguém que reconhece. É perfeitamente justo e
compreensível a posição do Hamas de que o reconhecimento pleno de Israel só
ocorrerá com o reconhecimento pleno da Palestina por parte dos israelenses,
após a sua retirada que já perdura por mais de cinco décadas com massacres,
prisões em massa, destruição de plantações e construção do muro da segregação
sobre as cidades e aldeias palestinas.
A provocação é mais uma
evidente tentativa de gerar tensão para justificar a negativa às negociações
com o fim de prosseguir ocupando a Palestina.
A esposa de Mubarak declarou
que um grande contingente de forças israelenses cercou a casa da família na
cidade de El Bireh, vizinha a Ramallah. A invasão do apartamento de Mubarak,
simultaneamente com os apartamentos de todo o bairro, começou por volta das
três da madrugada.
Algumas horas depois também
foi sequestrado o vice-ministro para Assuntos Religiosos Anwar Maraba, na
cidade de Qalqilia, na Cisjordânia.