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União Européia considera energia nuclear uma alternativa eficaz no combate ao aquecimento global  

A reunião de líderes da União Européia (UE) para discutir propostas de combate ao aquecimento global concluiu na sexta-feira, dia 9, que a energia nuclear é uma fonte de energia importante por sua eficácia no combate à emissão de gás excesso carbônico em excesso e ao aquecimento global.

O presidente francês Jacques Chirac já havia defendido o uso da energia nuclear com esse objetivo durante conferência em Bruxelas na semana passada.

O acordo alcançado na reunião prevê que a Europa lidere iniciativas contra o aquecimento global, incentivando a troca de fontes de energias poluidoras dentro dos países do bloco, por fontes renováveis de energias.

Entre os principais objetivos listados, consta o corte mínimo de 20% das emissões de gases do efeito estufa da UE até 2020, tendo em conta a relação com os níveis de 1990 e pressão para levar esse corte até a 30%, caso outros países desenvolvidos resolvam adotar metas mais ambiciosas. Além disso, foi acordado a meta de economia de 20% de consumo. Para isso, todas as residências, escritórios e sistemas de iluminação urbana devem adotar formas para economizar energia. O acordo também prevê, como meta obrigatória para os países europeus, que 20% de todo o consumo de 2020 seja de energia proveniente de fontes renováveis, como hidrelétricas, eólica e solar. Em relação a combustíveis para automóveis, a meta aprovada é de 10% de participação de biocombustível até 2020.

Em termos relativos, a região que mais utiliza nucleoeletricidade é a Europa Ocidental, com 30% da energia elétrica da região gerada por centrais nucleares, sendo esta a principal fonte de energia. A América do Norte usa 17% da energia elétrica de fonte nuclear e o Extremo Oriente e Europa Oriental juntos usam 15%. A França tem 80% de sua energia gerada por 56 reatores nucleares e o Japão, 30%.

Considerando-se a produção total de energia elétrica no mundo, a participação da energia nuclear saltou de 0,1% para 17% em 30 anos.

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, disse que o acordo mostra que a Europa tem capacidade de dar passos importantes para diminuir o aquecimento global.
 

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16/03/2007
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