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Convite
da União Européia a presidente
Robert Mugabe estraga pose de premiê inglês
A presidência portuguesa da União Europeia (UE) anunciou
que enviará convite ao presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, para a
participação na Cúpula UE-África, à semelhança do que fará com todos os
outros líderes africanos, segundo informação divulgada pelo Diário Digital.
Citado pelas agências AFP e Reuters, Pedro Courela, assessor do secretário
de Estado João Cravinho anunciou que “os convites serão enviados nos
próximos dias” e que encontro será realizado em Lisboa entre os dias 8 e 9
de dezembro.
A posição do presidente rotativo da União Européia é,
certamente, a única a ser tomada por um dirigente político que tem a
responsabilidade de organizar uma Cúpula com esta importância. O que
realmente soa estranho é a posição do governo inglês que declarou-se
contrário ao convite para o líder Mugabe.
O primeiro-ministro britânico Gordon Brown, mantendo a
posição do seu antecessor, apressou-se em anunciar que não estaria presente
à Cupula, caso o presidente Robert Mugabe participe.
A reação mal educada do premiê Brown e o abandono da
fleugma que caracteriza os seus conterrâneos poderia ser interpretada como
um incorformismo diante do líder zimbabuano que dirigiu a luta de libertação
do seu povo e retirou o país da miserável condição de colônia da Inglaterra.
Contra tal interpretação sempre poder-se-ia argumentar que, frente aos
descendentes dos libertadores das treze colônias inglesas na América do
Norte essa elite política da velha Albion não parece guardar ressentimento
algum. Ao contrário, tem demonstrado nos últimos anos uma excessiva
compulsão para submeter-se.
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