Negligência do governo mexicano deixa mais de 1 milhão de desabrigados
O Estado de Tabasco, um dos mais pobres do México, foi um dos mais
prejudicados pelas enchentes que assolaram o país nos últimos dias. A
Estratégia Internacional de Redução de Desastres da ONU, declarou que a
tragédia poderia ter sido evitada por medidas simples, como a instalação de
um sistema de alerta na região.
“As inundações são um dos perigos naturais mais anunciados, esperados e
fáceis de predizer, entretanto não foi feito o suficiente para preparar e
proteger os pobres, os mais afetados por esses fenômenos; os pobres tem
menos possibilidades de adaptar suas condições de vida antes e depois das
inundações, e com freqüência se vêem obrigados pelas circunstâncias a viver
em zonas de alto risco”, afirmou Salvador Briceño, diretor da
Estratégia.
O deficiente sentido de responsabilidade das autoridades federais –
responsáveis pela administração dos recursos hídricos – e das estatais foi
um dos principais responsáveis pela catástrofe onde se encontram um milhão
de pessoas, já que o Estado não realizou as obras para evitar a inundação da
capital tabasquenha, onde foram destinados recursos que não aparecem em
lugar algum.
Antes das inundações, o gerente da hidroelétrica de Peñitas, Luis Martinez
Ramirez advertiu sobre a possibilidade de que o transbordamento da represa
inundaria a capital tabasquenha em um prazo de 20 horas. Três dias depois, o
secretário de Governo, Francisco Ramírez Acuña, observou que “o evento pegou
todos de surpresa”.
Tabasco tem uma superfície de 24.661 quilômetros quadrados, uma população de
2 milhões de habitantes, dos quais mais de 1 milhão estão desabrigados. O
estado perdeu toda a sua plantação e 4/5 do território do seu território
ficou debaixo da água.