Sem Mídia funda entidade e marca primeira manifestação
Foi
realizada neste sábado (13) em São Paulo a Assembléia que criou o MSM. O
Movimento dos Sem Mídia teve seu estatuto social e direção aprovados por
unanimidade e propõe-se a ser um instrumento para organizar a luta em defesa
da democratização da mídia em todo o país. Para o presidente eleito, Eduardo
Guimarães, o objetivo “é unir um sentimento difuso que está espalhado pela
sociedade e organizar a atuação principalmente daqueles que estão
vulneráveis diante da mídia, que ainda não têm anticorpos, de forma pacífica
e ordeira”.
Integram o movimento, que teve
início pela internet, trabalhadores, empresários, artistas, estudantes e
donas de casa e entre os planos de ação estão a realização de debates em
escolas, universidades, sindicatos e manifestações públicas no sentido de
abranger a sociedade como um todo. A socióloga Vera Pereira veio do Rio de
Janeiro para participar da fundação do MSM e eleita vice-presidente disse em
seu discurso que “não dá para acreditar mais em jornais e revistas, me sinto
insultada e manipulada”, já se preparando para organizar a primeira
representação carioca da entidade. O diretor jurídico Antonio Donizete da
Costa, advogado, especialista em direito civil e público, também não
concorda com a utilização da mídia para “manipulação enquanto prega o
preconceito na sociedade”. O MSM se prepara para instalar sub-sedes em todo
território nacional e já marcou a primeira reunião da diretoria da entidade
que será no próximo dia 24, quarta feira, às 18 horas, e também já está
marcada para 10 de novembro a primeira manifestação na porta da filial da
Globo em São Paulo.
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