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CGTB-SP realiza III Congresso em Araraquara dias 23 e 24

 Paulo Sabóia: “Defesa do PAC e da Previdência são prioridades”

Presidente da CGTB-SP, Sabóia defende que com a aprovação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Brasil poderá avançar com mais força e consistência rumo ao desenvolvimento

“O tema central do nosso III Congresso é a implementação do (PAC) Programa de Aceleração do Crescimento), pois são mais de R$ 500 bilhões a serem investidos em todos os setores, com o Estado retomando o seu papel como indutor do desenvolvimento. Com o crescimento da economia, ficam mais favoráveis as condições de conquistarmos mais empregos e melhores salários”,  afirmou Paulo Sabóia, presidente regional da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB-SP), convocando o evento, que será realizado nos próximos dias 23 e 24, no Teatro Municipal de Araraquara.

O apoio à implementação do PAC e a garantia de contrapartidas sociais, com metas de emprego e qualificação, é uma das prioridades, ressaltou, pois em São Paulo o Programa prevê investimentos de R$ 4,9 bilhões somente em saneamento básico e urbanização de favelas. “O governo federal investirá no Rodoanel, no Porto de Santos, reforma e ampliação de aeroportos, construirá o Ferroanel de São Paulo e de avenidas perimetrais, novas linhas de transmissão de energia elétrica, centrais elétricas, entre outras tantas obras. Este será um importante instrumento para tirar o nosso Estado do atoleiro a que foi submetido, acirrando a luta contra o processo de desmonte que São Paulo vem sofrendo nos últimos 12 anos”, frisou Paulo Sabóia, alertando também para “as privatizações que estão sendo engendradas, como as das rodovias estaduais - que trazem junto os abusos dos pedágios -, da Sabesp e do Metrô, e, de forma indireta, com a terceirização da saúde e da educação”. “O Brasil só cresce com o Estado forte, como foi na época de Getúlio Vargas – que alavancou a soberania nacional com o reconhecimento dos direitos do trabalhador do campo e da cidade, do funcionalismo público e a instalação das indústrias de base”, acrescentou.

De acordo com o presidente da CGTB-SP, a defesa da Previdência Social pública é uma das prioridades do evento, pois ela é uma das maiores conquistas da classe trabalhadora: “Nos posicionamos de forma veemente contra toda e qualquer tentativa de desvincular os recursos da Previdência para e desviá-los para o superávit primário, destinado a pagamento de juros. A Previdência é superavitária e o maior sistema de distribuição de renda do país e precisa ser defendida contra os que querem enfraquecê-la para tornar os trabalhadores presas fáceis de arapucas privadas, geridas pelos bancos”.

Segundo Sabóia, “as inúmeras plenárias sindicais realizadas nas mais diversas regiões de Estado, entre as quais, uma em Ribeirão Preto - reunindo 65 entidades - têm demonstrado a amplitude do enraizamento da CGTB e da sua posição intransigente em defesa da unicidade e do imposto sindical, por representarem a garantia da independência e do vigor do sindicalismo”.

O presidente da CGTB-SP destacou ainda que para o avanço da luta, “é essencial a democratização da mídia”. “Há muito que meia dúzia de famílias, submissas ao capital estrangeiro, monopoliza a informação e tenta transformar em verdade tudo o que é antinacional, tudo que é contra o povo e os trabalhadores. Avessa à maioria, se trata, em verdade, de uma negação à democracia. Daí nosso total apoio à TV pública que está sendo criada pelo governo federal”, acrescentou. A instalação imediata da CPI da Abril, ressaltou Sabóia, também se insere neste contexto, “pois é preciso impedir a entrada do capital estrangeiro na comunicação e há indícios graves de irregularidades na transação de venda da operadora de TV a cabo TVA pelo grupo Abril para a Telefónica”.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Pontal, Francisco Galvão (Chiquinho), o III Congresso deve aprovar uma “campanha de valorização dos serviços e dos servidores públicos, vítimas de difamação da mídia antidemocrática, que acusa o funcionalismo de marajá, como se recebesse fortuna, quando na realidade sobrevive com o salário arrochado”. “Basta ver o que aconteceu com os companheiros do serviço público federal, que ficaram sete anos com salários congelados durante o governo tucano”.

 

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