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Para setor produtivo, decisão do Copom é “danosa à economia"

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou “frustrante e danosa à indústria” a interrupção da queda da Selic. “É especialmente frustrante, dado que o aumento da inflação nos últimos meses ocorreu por pressões pontuais e não de forma disseminada”, afirmou o presidente da entidade, Armando Monteiro Neto.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) “lamentou” a manutenção dos juros básicos em 11,25%. “Isso custa caro ao setor produtivo e à sociedade brasileira”, afirmou o presidente, Paulo Skaf.

Segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a decisão “frustrou” as expectativas da entidade. A mesma opinião emitiu a Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), ao defender que havia espaço para mais cortes nos juros básicos.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique Santos, “apesar das últimas reduções, continuamos com uma política econômica que não facilita o crescimento econômico e não contribui para a criação de empregos”.

“É um absurdo, uma decisão inconcebível, num momento em que o Brasil está deslanchando”, afirmou Antonio neto, presidente da Central geral dos Trabalhadores do Brasil. “Isso é jogar contra o patrimônio. Os juros altos têm infelicitado a economia e os trabalhadores do Brasil”, declarou.

Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical, disse que a decisão é “nefasta para a economia brasileira e frustra os trabalhadores que tinham expectativa de um grande corte”.

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