Privatizações de FHC triplicaram a
remessa de lucros das transnacionais
A transferência do patrimônio
público para os monopólios privados, durante a gestão de Fernando Henrique,
triplicou a remessa de lucros das transnacionais instaladas no Brasil. Assim,
entre 2003 e 2006, para cada US$ 10 que ingressaram no país, US$ 6 foram
enviados para o exterior. Nos últimos quatro anos do governo tucano
(1999-2002), para cada US$ 10 que entraram, US$ 2 saíram a título de remessa
de lucro.
Pelos dados do Banco Central, no
período mencionado, ingressaram US$ 62,1 bilhões enquanto foram remetidos
US$ 37,8 bilhões para as matrizes das corporações estrangeiras. Só no ano
passado foram US$ 13,883 bilhões, dos quais US$ 1,404 bilhão foi remetido
pelos bancos. Em seguida, as empresas de energia e gás com US$ 1,378 bilhão
e as montadoras de automóveis, US$ 1,318 bilhão.
A estratégia neoliberal, traçada em
Wall Street e encampada com entusiasmo pelos tucanos, consistia em implantar
o chamado “estado mínimo”, com a venda do patrimônio público a preço de
banana. Assim, 121 empresas estatais foram privatizadas, a maioria entregue
ao capital estrangeiro, como, por exemplo, as empresas do antigo Sistema
Telebrás. Para isso foi utilizado, inclusive, o concurso do BNDES, que
financiou a desnacionalização e o desemprego em massa.
É bom que se diga também que esse
dinheiro que ingressou no Brasil não foi para promover o desenvolvimento e
gerar emprego, mas sim para a especulação com títulos públicos e também na
Bolsa.
O Brasil vinha sofrendo um processo
acelerado de desmonte do Estado e de destruição da nossa capacidade de
existência enquanto nação soberana. Com a eleição de Lula em 2002, esse
processo de destruição nacional foi estancado. As empresas que eram os
próximos alvos da privatização - Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica,
Furnas, Itaipu etc. – foram mantidas sob controle público.
O crescimento do envio de fabulosos
recursos para o exterior é tão somente o reflexo da desnacionalização da
economia promovida pelos tucanos, o que demonstra a necessidade de o Estado
brasileiro passar a controlar a remessa de lucros das transnacionais.