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Caravana da Construção quer contrapartidas sociais no PAC
CUT, Força, CGTB, UGT
e NCST vão a Brasília, terça-feira (23), propor a incorporação de metas de
emprego, qualificação profissional e segurança no PAC. Até 2010, o Programa
prevê investimentos em construção e infra-estrutura superiores a R$ 110
bilhões
As centrais
CUT, Força Sindical, CGTB, UGT e NCST convocaram para a próxima terça-feira,
em Brasília, uma Caravana de trabalhadores do Ramo da Construção, quando
defenderão junto ao governo e ao Congresso a incorporação de metas de
emprego, qualificação profissional e segurança no trabalho ao PAC (Programa
de Aceleração do Crescimento).
Os
investimentos do PAC na construção civil e em infra-estrutura superam os R$
110 bilhões até 2010, o que, conforme as centrais, “precisa estar vinculado
a contrapartidas sociais, a fim de que o Estado alavanque o desenvolvimento,
garantindo aos trabalhadores melhorias efetivas na qualidade de vida e
trabalho”. Conforme os próprios empresários, a informalidade no setor
ultrapassa os 70%.
“Além de
ser prejudicada pela falta da carteira assinada, que se traduz em negação de
direitos presentes e futuros, como a aposentadoria, a categoria também é
penalizada com a falta de fiscalização e a insignificância das multas
aplicadas em um setor que é recordista em acidentes fatais, seja por queda,
choques ou soterramento”, denunciou o presidente da Conticom/CUT
(Confederação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores da Construção e da
Madeira), Waldemar Pires de Oliveira. Por isso, acrescentou, “defendemos
algo simples e lógico para o PAC: fazer com que a liberação desse montante
espetacular de recursos públicos seja feita mediante o respeito a metas que
contribuam para uma melhoria das péssimas condições existentes em boa parte
dos canteiros de obras do país”, declarou.
O
vice-presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Ubiraci
Dantas de Oliveira (Bira), ressaltou que “as contrapartidas sociais vão
potencializar o PAC, com a multiplicação dos empregos formais e dos
investimentos na formação profissional, qualificando a mão-de-obra e dando
dignidade aos operários do setor”. Bira lembrou das dificuldades vividas
pela categoria, “extremamente penalizada durante as crises econômicas”, e
enfatizou que “quando temos um governo que investe no desenvolvimento
econômico e social do país, ficam dadas as condições para que este
crescimento se traduza em mais e melhores empregos e salários”.
Para o
presidente da NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), “a
manifestação em Brasília visa a preocupação dos trabalhadores com relação ao
emprego decente e formal com qualificação e, especialmente, o trabalho com
segurança”. “Convém notar que o setor da construção serve de parâmetro para
medir o desenvolvimento do país”, acrescentou Calixto, cobrando maior
atenção aos direitos.
O
presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo e
dirigente da Força Sindical, Antonio de Souza Ramalho, sublinhou a
importância da mobilização unificada das centrais: “é hora de cobrar uma
maior reflexão das autoridades e parlamentares sobre temas que dizem
respeito ao direito de milhões de trabalhadores”.
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