“As emendas
aprovadas pela Câmara na última quarta-feira buscam a falência do movimento
sindical brasileiro, pois inviabilizam a sua sobrevivência”, afirmou o
secretário Sindical do PT e secretário de Relações Internacionais da CUT,
João Felício. Segundo ele, a exigência de autorização para o desconto do
imposto sindical, “compromete a existência das entidades que têm por função
defender os direitos e lutar pelos interesses da classe”.
Sobre a prerrogativa dada ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que
fiscalize a contribuição sindical, João Felício considerou como “uma medida
completamente arbitrária, que fere a liberdade e a autonomia sindical”.
“Foi uma
irresponsabilidade votar um projeto desta natureza. Além disso,
estranhamente, esses deputados votaram pelo fim do imposto sindical para as
entidades dos trabalhadores, mas mantiveram para o empresariado. A luta de
classes se manifesta aí, com os conservadores deixando claro que querem
mesmo é acabar conosco, facilitando a vida dos empresários para nos
destruir”, completou o sindicalista.
“A
aprovação dessas medidas foi um passa-moleque, uma emboscada, pois são
medidas que atentam contra a própria existência do movimento sindical
brasileiro. O que está colocado com essa decisão não é a mudança da
estrutura sindical, mas o seu fim, com graves e irreversíveis prejuízos para
os trabalhadores, para o país e para a própria democracia, pois o movimento
sindical ficaria extremamente vulnerável, comprometendo a sua autonomia
diante dos patrões e dos governos”, acrescentou Felício.