Para Ministério Público, obra do TSE é inútil
O Ministério Público Federal
ingressou com uma ação civil pública na Justiça solicitando a suspensão da
construção do prédio do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em Brasília, em
virtude da suspeita de superfaturamento e direcionamento na licitação. O TSE
é presidido pelo ministro Marco Aurélio de Mello.
Em entrevista a Paulo Henrique
Amorim, o procurador Rômulo Moreira afirmou que a obra orçada em R$ 336,7
milhões é inútil e um desperdício de dinheiro público. “Além da inutilidade,
a forma como foi concebido o edital restringe a participação de grandes
empreiteiras. Então, sempre as mesmas empreiteiras é que estão ganhando as
licitações para ganhar esse tipo de obra”, afirmou o procurador. Questionado
se o edital havia sido pré-arranjado, Rômulo respondeu que “é, com certeza
esses editais, em sua maioria, são direcionados para grandes empreiteiras.
Nesse caso concreto do TSE, várias empresas manifestaram interesse em
concorrer, mas foram desclassificadas porque não atendiam às exigências
descabidas que foram impostas”.
Paulo Henrique Amorim encerrou a
matéria afirmando que o seu site (Conversa Afiada) encaminhou a entrevista
com o procurador para o Conselho Nacional de Justiça, com a seguinte
pergunta: “O Conselho Nacional de Justiça considera (CNJ) que o TSE precise
de uma sede de R$ 336,7 milhões?” A assessoria de imprensa da presidência do
CNJ enrolou e não respondeu. No dia 29 de setembro, Amorim já havia
noticiado que o Tribunal de Contas da União (TCU) havia rejeitado por
unanimidade as contas da construção do que ele chamou de “Taj Mahal do
Ministro Marco Aurélio de Mello”.