|
Governadores defendem a CPMF
Os
governadores Roberto Requião (PMDB/PR), Luiz Henrique (PMDB/SC), Yeda
Crusius (PSDB/RS) e André Puccinelli (PMDB/MS) aprovaram na quinta-feira
passada (18), durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento e Integração
do Sul (Codesul), em Curitiba, uma moção que será encaminhada à Câmara
Federal e ao Senado, pedindo a rápida aprovação da prorrogação da CPMF.
Segundo os governadores, a arrecadação do
tributo é necessária para que a União possa bancar despesas e investimentos
no país, sobretudo na área de saúde. O governador Roberto Requião lembrou
que, além disso, a CPMF é um dos tributos mais justos, porque incide
principalmente sobre grandes movimentações financeiras. “Quem reclama da
CPMF é o capital financeiro, que já tem seus lucros extraordinários”,
destacou.
Além do Codesul, governadores de outras regiões
pediram a prorrogação. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB),
disse que “apoiar a CPMF é apoiar a estabilidade econômica e o
desenvolvimento do Brasil”. Para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos
(PSB), parte dos críticos atuais da contribuição era entusiasta da sua
cobrança no passado e agora busca “tirar dividendos políticos a qualquer
preço”. “O povo brasileiro está esclarecido e não aceita mais esse tipo de
comportamento”, afirmou.
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT),
avaliou que a contribuição pode ser reduzida progressivamente, de forma
negociada. “Quando se reduz a entrada de arrecadação, é preciso saber onde
cortar despesas”, lembrou. Ele apontou a CPMF como um fator importante para
o fortalecimento da economia dos municípios, em razão da municipalização da
gestão dos recursos repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao
defender a prorrogação da CPMF, o governador de São Paulo, José Serra, disse
que há impostos “que são piores”. Serra realizou na semana passada uma
reunião com o comando do PSDB cobrando aprovação da CPMF. Na reunião, ele
avaliou que a alíquota da CPMF deveria ser preservada para evitar que
atrasos no processo de prorrogação provoquem perdas de arrecadação.
|