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Cabral: “infelizmente não dá para fazer um seminário de discussão com os
bandidos”
“Se eu pudesse chegar para esses marginais e
pedir: olha aqui, me devolve o fuzil, a ponto 30, que derruba helicóptero, a
granada, ou fazer um seminário para discutir como eles podem devolver, eu
ficaria feliz da vida. Mas infelizmente não é assim”, disse o governador do
Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, ao responder as críticas da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades à operação realizada pela
polícia na Favela da Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste da capital. O
governador acusou os traficantes de “tocar o terrorismo” dentro e fora da
comunidade.
A operação resultou na morte de 12 bandidos.
Quatro granadas, uma metralhadora, várias munições, cocaína e maconha foram
apreendidos. Uma criança de 4 anos foi atingida por uma bala perdida.
“São criminosos selvagens e nós fomos com mais
de 300 homens, como iremos em outras comunidades, porque quem sofre mais com
isso são as pessoas que lá moram”, declarou Cabral. Ele disse que os
moradores apoiaram a ação e que as declarações contrárias são compradas. “Na
contabilidade apreendida na operação há registros de remunerações para as
mulheres que vão denunciar a polícia”.
Para o governador, a “democracia depende da
ordem pública”. “Essa falsa dictomia entre direitos humanos e ordem pública,
que prevaleceu no Rio durante muitos anos, é que levou o estado a isso. Como
se direitos humanos e ordem pública não pudessem conviver. Quem mais sofre com aqueles
selvagens da Favela da Coréia, da Favela
do Alemão, são os moradores do Alemão, são os
moradores da Rocinha, Coréia. A cidade inteira sofre, mas os que
moram lá sofrem muito mais. A barbaridade é diária”,
declarou o governador.
O secretário de Segurança Pública do Rio, José
Mariano Beltrame, vai realizar esta semana uma audiência pública com
moradores e representantes para discutir a ação. O secretário disse que a
OAB “está no papel de discutir o assunto”. O Ministério Público do Rio
solicitou as imagens feitas por cinegrafista que mostram a perseguição de
helicóptero e que resultou na morte de dois homens.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, apoiou a
operação da polícia do Rio.
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