França: Greve
nacional nos transportes e energia em defesa da previdência
A
Central Geral do Trabalho (CGT) da França foi a principal central à
frente da greve dos sistemas de transporte e energia, contra a política
de ataque aos direitos previ-denciários de Sarkozy, que quer extinguir
os regimes de aposentadoria diferenciados, além de aumentar o tempo de
contribuição de 37,5 anos para 40.
AMEAÇA
Ao convocar a
assembléia que decidiu pela paralização, a CGT alertou: “Sob o pretexto
de reduzir as despesas do Estado e colocar todos os trabalhadores sob
uma suposta ‘igualdade’ o governo ataca os regimes especiais de
aposentadoria, mas é todo o sistema de previdência que está ameaçado”.
“Criado para fazer
face às particularidades de certas profissões, notavelmente a
periculo-sidade e o trabalho penoso, os regimes especiais abrangem menos
de 2% da população ativa!”, esclarece a CGT.
Denunciando a
tentativa de Sarkozi de confundir e dividir os trabalhadores, a CGT
destaca que “demagógico, o governo ulula contra os ‘privilégios’ e acusa
ativos e pensionistas destes regimes de não trabalharem o bastante e de
partirem para a aposentadoria antes dos demais”. Um primeiro passo para
atingir todos os trabalhadores.
“O objetivo é
claro”, prossegue a Central, “retardar a idade de aposentadoria, obrigar
os franceses a trabalhar mais tempo, com mais idade e ainda reduzir o
nível das pensões!”
Além da
paralização nacional nos setores de transporte e energia e em diversas
metalúrgicas, ocorreram manifestações em 70 cidades francesas, somando
um total de 300.000 manifestantes, em Marse-lha 50.000 pessoas se
manifestaram contra a política de Sarkozy, em Paris a manifestação
contou com 30.000 pessoas.
Bernard Thibault,
presidente da CGT afirmou que “a reforma, nos moldes atuais não passará,
é inútil que o Governo continue a apresentar essa reforma”.
ADESÃO
Do outro lado, a
administração de Sarkozy admitiu que a greve teve uma grande adesão, mas
anunciou que não irá recuar. “O governo tem uma agenda de reformas e irá
realizá-la”, afirmou o porta-voz da presidência, David Martinon,
entretanto, afirmou que está disposto a negociar.
O ministro do
Trabalho, Xavier Bertrand, anunciou que irá se reunir com a CGT, a
Central dos Ferroviários (CFTD) e os sindicatos envolvidos, para chegar
a um acordo. “O que buscarei com eles, são soluções para as suas
preocupações a respeito das pensões”.