Oposição defende
retirada das tropas polonesas e derrota os candidatos do governo submisso
aos Estados Unidos
O compromisso de retirar do Iraque os 900 soldados que permanecem submetidos
às tropas dos Estados Unidos na missão de ocupação do país, e encerrar a
política em relação ao sistema de mísseis que os americanos pretendem
instalar no país e na República Tcheca são as principais conseqüências da
folgada vitória conquistada pela Plataforma Cívica, PO, nas eleições
parlamentares da Polônia, no domingo.
“Melhorar as nossas relações com a Rússia é um dos objetivos principais para
a política exterior da Polônia. Nossos povos não podem continuar sem se
entender”, disse o líder Donald Tusk. Bogdan Zdrojewski, um dos dirigentes
do partido vitorioso, destacou: “Vamos retirar nossas tropas do Iraque!”, ao
comemorar a vitória e completou que “o papel da Plataforma será fazer a
Polônia regressar ao coração da Europa”, referindo-se à posição política
atual do país, submissa ao governo dos EUA e disposta a operar sua política
externa de agressão e ameaças, a exemplo do sistema de mísseis na fronteira
da Rússia.
Tusk assinalou que não acredita que haja “um conflito real de interesses
entre a Polônia e a Rússia. Foi criada uma tensão em várias questões como no
que concerne à construção do gasoduto no fundo do mar Báltico (projeto North
Stream, planejado pela Rússia e a Alemanha para não depender da Polônia e
dos países Bálticos, cujos governos estavam boicotando o transporte de
hidrocarbonetos na região), por exemplo, mas ao nosso povo e aos russos
interessa a reaproximação”.
Segundo dados preliminares, a PO obteve 44% dos votos, enquanto que o
partido Lei e Justiça, atualmente no poder, obteve 31%, com todo o apoio dos
EUA.
Segundo as informações da Plataforma, Donald Tusk deve se tornar o novo
primeiro-ministro. O atual presidente, Lech Kaczynski, reconheceu a derrota.