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Fracassado no Iraque, W. Bush ameaça com a “3ª guerra mundial”
Porta-voz da Casa Branca veio a público na semana passada
para desautorizar W. Bush - que havia, com risinho bem idiota, ameaçado o
Irã e sabe-se lá mais quem com nada menos que a “III Guerra Mundial” -, o
que, remendou, não seria propriamente uma “declaração”, mas “uma questão
retórica”.
Na mesma semana, o presidente russo Putin havia ido a
Teerã, para o encontro oficial do Grupo de países do Mar Cáspio, do qual se
originou um documento a favor da decisão iraniana de desenvolver um programa
pacífico de uso da energia e tecnologia nuclear, e uma declaração contra
qualquer interferência externa aos países membros e de apoio mútuo. Ali o
dirigente russo disse que o Iraque (ou seja, a surra proporcionada pela
Resistência) havia mostrado que os EUA “não conseguirão criar um mundo
unipolar”. Os cinco países também decidiram que não deve haver tropas
forâneas no Mar Cáspio.
PETROLEIRAS
Mais tarde, em Moscou, em uma entrevista, o presidente
russo ironizou a pose de Bush, lembrou que a invasão do Iraque foi para as
petroleiras se apossasem das reservas desse país, mas que a Rússia tinha
“armas modernas” para defender suas reservas de petróleo.
A propósito, nos anos 90, o agora vice Cheney, chefiava um
“Comitê de Libertação” do Petróleo do Mar Cáspio, integrado pelas
instituições revolucionárias Chevron, Exxon, Halliburton e outras. Agora ele
não pára de vociferar contra a “ameaça nuclear” iraniana, a versão 2007 da
“ameaça das armas de destruição em massa”.
Mas, pelo ar inteligente de W. Bush na tal declaração, pode
haver outra explicação mais amena. Teve a I Guerra, a do Golfo, a II, a da
invasão do Iraque, e agora a “III Mundial”, concluiu o inigualável cérebro,
que recentemente também localizou a Áustria na Oceania. Não por acaso, um
dos principais “talk shows” dos EUA costuma apresentar notáveis declarações
de presidentes como Kennedy ou Roosevelt, frases que marcaram a história,
seguidas das mais recentes asneiras, ou meras bobagens, de W.
Bush.
AP
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