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Centrais fazem ato no Senado para barrar golpe ao movimento sindical

 A Comissão de Direitos Humanos do Senado recebe, na manhã desta quinta, dirigentes da CUT, Força, CGTB, NCST, UGT e CTB, que se pronunciarão em  defesa do acordo de reconhecimento das centrais firmado com o governo

“Todos sabem que os representantes da oligarquia apresentaram emendas à lei de reconhecimento das centrais na Câmara dos Deputados, tornando a contribuição sindical facultativa. Na prática, isso significa desobrigar os patrões de descontarem e repassarem a contribuição para os sindicatos, um golpe contra o movimento e uma tentativa de desmantelar a organização dos trabalhadores pela inanição”.

A afirmação é do presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Antonio Neto, que estará nesta quinta-feira, ao lado de lideranças da CUT, Força, NCST, UGT e CTB, presente à Comissão de Direitos Humanos do Senado para defender o acordo de reconhecimento das centrais firmado com o governo.

A sessão foi aprovada por solicitação do senador Paulo Paim (PT-RS), que já se pronunciou “em defesa de que a Casa corrija as imperfeições, garantindo que não se enfraqueça o movimento sindical”.

A derrubada do que os sindicalistas qualificam de  “aberração” poderá ser feita pelo Senado. “Isso depende, principalmente, da nossa mobilização e atuação. O primeiro passo já foi dado. Com a presença do ministro do Trabalho Carlos Lupi, do senador Paim e de parlamentares, as seis centrais sindicais participaram no dia 24 de uma audiência com o presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), onde ouvimos o seu compromisso de agilizar a votação e de buscar a manutenção do acordo”. 

Na avaliação do secretário geral da CGTB, Carlos Alberto Pereira, o projeto do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) busca sufocar as entidades sindicais, “inviabilizando o seu custeio para favorecer os setores mais retrógrados, que querem assaltar direitos”. Tanto é assim, alertou, “que ele só retira dinheiro das entidades dos trabalhadores, enquanto os empresários recebem dez vezes mais com o financiamento e custeio do Sistema S, mais de seis bilhões de reais. As centrais denunciam este tipo de atitude”.

“Por que para os patrões pode? Desafio qualquer um a me provar que existam sindicatos no mundo que vivam sem nenhum recurso”, declarou Carlos Lupi.

Para o secretário geral da UGT, Francisco Canindé Pegado, “esta é a maior ameaça que o movimento sindical já sofreu, o que amplia a nossa responsabilidade”.

“Todos aqui sabem quais as concepções que as centrais têm sobre o imposto sindical. A CUT defende seu fim. Mas o PL que negociamos é fruto de um esforço de unidade. Trata-se de um acordo que prevê, inclusive, uma transição do imposto para uma outra forma de sustentação. E acordo fechado é acordo para ser cumprido”, afirmou o presidente da CUT, Artur Henrique.

Na avaliação do presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), “se mantivermos unidade em torno do acordo que gerou o PL, não seremos vencidos”. “Acredito que o objetivo desses deputados é enfraquecer o movimento sindical a partir das centrais, depois os sindicatos de base e, em seguida, atacar sem dó os direitos dos trabalhadores”, concluiu.

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