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Governo do Rio determina resposta enérgica a ataque contra ministros

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que não tolerará que a população fique refém da bandidagem. Em nota ao secretário estadual de Segurança, o governador determinou que a polícia “atue de maneira enérgica” com os criminosos que dispararam contra o trem que levava os ministros Márcio Fortes e Pedro Brito, das Cidades e dos Portos, que estavam no Rio para inspecionar as obras de revitalização do acesso ferroviário ao Porto do Rio. O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, também estava a bordo do trem.

“É inadmissível que o Estado vá a uma comunidade cuidar do patrimônio e seja recebido com tiros. Quando algo assim acontecer, a resposta será enérgica”, afirmou o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, ao explicar a ação policial na favela do Jacarezinho, no subúrbio do Rio, de onde partiram os tiros.

AJUDA FEDERAL

O Ministério da Justiça ofereceu ao Estado do Rio uma sala de situação, em Brasília, para definição de ajuda federal e de ações de combate à violência e ao crime organizado, sobretudo o tráfico de drogas. De acordo com o ministro Tarso Genro, à medida que o combate à criminalidade aumentar, novos ataques vão ocorrer e a exacerbação do confronto entre tropas legais e quadrilhas fortemente armadas é inevitável.

POLÍCIA CIVIL E MILITAR

Na segunda-feira, a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) fizeram uma operação na favela do Jacarezinho em represália ao ataque. De acordo com o secretário, um homem morreu no confronto com a polícia, um fuzil e três granadas foram apreendidos e três traficantes foram presos.

O secretário de José Mariano Beltrame informou que o objetivo da ação foi identificar os autores dos disparos ao trem que levava os ministros e ameaçou: “Quem confrontar ou tentar impedir a atuação do Estado sofrerá as conseqüências. Demos nossa resposta. Quem realizar ataques receberá tiros de volta. Ninguém do governo estava ali passeando, estavam a serviço da comunidade. Isso é inaceitável”. 

 

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