Defesa antiaérea síria repele invasão de aviões
israelenses
“Aviões inimigos
israelenses se infliltraram no espaço aéreo da República Árabe Síria na
madrugada de quinta, dia 6”, informou a agência de notícias síria, SANA.
O governo sírio
afirmou que suas baterias abriram fogo contra aviões israelenses depois da
violação ao norte do país.
A agência de
notícias informou ainda que “os aviões entraram através da fronteira norte,
vindos do Mediterrâneo se dirigindo em direção ao leste do país e quebrando a
barreira do som”.
O ministro da
Informação da Síria Mohsen Bilal declarou que “Israel de fato não quer a paz.
Parece não poder sobreviver sem agressão, traição e mensagens militares”.
Em 2006 os aviões
israelenses sobrevoaram uma instalação presidencial síria em Latakia. Também
naquela ocasião as baterias sírias abriram fogo.
Semanas antes o
governo israelense massificou tropas perto da fronteira síria e o
primeiro-ministro de Israel, questionado sobre isso pelo governo da Síria, disse
que “Israel não quer a guerra” e acrescentou cinicamente que “qualquer erro de
cálculo pode incandescer as hostilidades entre os dois países”.
No dia 10, a
União Geral dos Estudantes Árabes condenou a agressão: “Estes atos agressivos
requerem um posiciona-mento árabe firme para enfrentar pressões e ameaças que
têm por alvo a Nação Árabe e para barrar os complôs inimigos de Israel”.
No Iemen a União Geral dos Sindicatos de Trabalhadores condenou o
“flagrante ultraje à lei internacional e às resoluções da ONU” e expressou sua
solidariedade ao povo sírio e considerou “esta agressão um ataque contra toda a
Nação Árabe”.