Presidente da Assembléia da Venezuela:
“Constituinte fortalece bases para construir socialismo”
“A Reforma Constitucional dá maior poder
ao povo e fortalece os princípios que permitem a construção do socialismo.
Essa é a verdadeira democracia”, afirmou a presidenta do Legislativo, Cilia
Flores, assinalando que a discussão se iniciou com o primeiro ponto do
informe da Comissão Mista sobre as mudanças do Título II: “Do Espaço
Geográfico e da Divisão Política” da Carta Magna, o qual, depois de sua
aprovação, passará a se denominar “Do Espaço Geográfico e a Geometria do
Poder”.
O deputado Carlos Escarrá, expressou que
“a nova geometria do poder está necessariamente relacionada com cada um dos
outros artigos modificados na proposta de Reforma, porque é assim que vamos
avançando na construção de uma nova sociedade”, indicando que com esta
proposta “pretendemos distribuir e ordenar o território nacional de maneira
a melhorar as condições de trabalho, de vida da família e do ser coletivo”.
A concepção da nova geometria de poder,
indicou Carlos, está vinculada com a proposta que busca modificar o artigo
113 que hoje diz “não se permitirão monopólios”, por uma formulação que
“proíbe esse tipo de propriedade que favorece o abuso da dominação
econômica”.
Estabelece que quando se trate da
exploração de recursos naturais ou outro bem de caráter estratégico, ou a
prestação de serviços públicos vitais, o Estado se reservará a exploração ou
a execução dos mesmos.
Igualmente projeta modificar o artigo 307
que hoje qualifica o latifúndio “contrário ao interesse social”. A nova
versão é mais firme ao assentar que “se proíbe o latifúndio por ser
contrário ao interesse social”. Determina que “para garantir a produção
agrícola, o Estado protegerá e promoverá a propriedade” e velará por uma
ordem sustentável das terras férteis para assegurar seu potencial agrícola,
além de tributar as terras produtivas que não sejam empregadas para a
produção.
Pelo cronograma previsto, o Legislativo realizará a última
discussão em plenária e provação do Projeto nos primeiros dias de novembro,
para posteriormente convocar o Referendo nacional durante o mês de dezembro.