Chávez: “Gás da Venezuela apoiará meta
de integração”
O presidente da
Venezuela, Hugo Chávez, afirmou no domingo, dia 16, que seu governo
pretende “duplicar as reservas de gás em cinco anos e converter o país
numa grande potencia energética mundial”.
“O primeiro
grande objetivo da revolução do gás é garantir o fornecimento ao mercado
interno e dep
ois
apoiar os países vizinhos, com a meta da integração”, afirmou no
programa Alô Presidente transmitido de Anaco, no estado de Anzoátegui,
apresentando o projeto de construção de uma usina compressora de gás que
será inaugurada em meados do ano que vem.
“Quando
duplicarmos nossas reservas e a produção desta grande usina, em 2012
chegaremos a 18 bilhões de pés cúbicos (510 milhões de metros cúbicos)
diários”, segundo o presidente a atual produção está em 8 bilhões de pés
cúbicos diários”.
REVOLUÇÃO
INDUSTRIAL
Chávez assinalou
que a política de expansão das reservas de gás faz parte da estratégia
de desenvolvimento da “revolução industrial e agrícola. Gás para o
desenvolvimento nacional, essa é a nossa prioridade”. Explicou que o
aumento dos recursos se destinará a indústria petroquímica, a geração
termelétrica, ao uso de gás nas cidades e ao plano de gás veicular, “e
depois, até onde tenhamos condição, queremos ajudar os países que são
nossos vizinhos nessa questão”.
O presidente
revelou que, graças aos ajustes feitos nos impostos pagos pelas empresas
estrangeiras que extraem petróleo, o Estado recuperou mais de 8 bilhões
de dólares anuais “que saiam sem controle nenhum do país, além de
recuperar totalmente a soberania sobre nossos recursos”.
“Mudamos as leis
colonialistas que tinham nos imposto, através das quais empresas
transnacionais exploravam petróleo na Faixa do Orinoco e pagavam à taxa
de um por cento; ou seja, nada”, disse, ressaltando que “éramos uma
colônia: levavam o óleo e nos deixavam a miséria”.