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“Cubanos atuaram em defesa de sua nação e
de suas famílias”, afirmou Danny Glover
Em mensagem enviada
aos participantes do ato realizado no dia 12 de setembro na Universidade
Howard, onde ocorreu uma apresentação do advogado Leonad Weinglass sobre o
caso dos Cinco Heróis Cubanos e a exibição do documentário “O Processo: A
História Não Contada dos Cinco”, o ator e diretor norte-americano, Danny
Glover, reafirmou sua solidariedade à causa da libertação dos cubanos. O
governo dos Estados Unidos os mantêm presos, desde 1998, negando-lhes os
mais elementares direitos, e contra quem usou toda sorte de ardis para
condená-los (ver matéria principal).
“Estes cubanos atuaram
em defesa própria, de sua nação e de suas famílias. Eles tiveram que atuar
porque o governo dos Estados Unidos, em violação a suas próprias leis e em
contravenção de seu próprio chamado de prevenir e deter ações terroristas”,
ressaltando que, ao contrário, “ataques mortais têm sido lançados por muitas
décadas contra a nação soberana de Cuba a partir do território dos Estados
Unidos”.
“Estes cinco cidadãos
cubanos estão injustamente encarcerados e sentenciados a cruéis e não usuais
condenações por exercer sua obrigação moral de defender-se, um direito que é
reconhecido por todas as nações”, declarou Glover, que também é presidente
da organização Fórum TransAfrica e é membro do Conselho Assessor da Telesur.
O governo cubano,
informado das atividades de grupos terroristas em Miami, deu conhecimento
sobre elas ao FBI. A reação do governo norte-americano foi inversa ao que
seria recomendável. Em vez investigar os fatos e punir os criminosos, o
governo decretou a prisão dos cinco cubanos.
“Atos desleais de
violência contra o povo cubano por assassinos radicados nos EUA e apoiados
pela falta de ação e irrespon-sabilidade de nosso governo, demandam a
intervenção decisiva do povo norte-americano. Ao largo de todo o espectro
político-ideológico, as pessoas que honestamente se opõem ao terrorismo
devem se pronunciar contra estas ações que estão à margem das leis
internacionais e norte-americanas. Devem pronunciar-se em defesa dos Cinco”,
conclamou Glover.
“Os convido a que se
organizem e unam seus companheiros de estúdio, professores, executivos,
familiares e amigos para reviver o espírito do Dr. Martin Luther King, que
disse que a injustiça em qualquer lugar é uma ameaça para a justiça em toda
parte. Nosso governo deve imple-mentar nossas obrigações morais e legais com
a justiça e o direito internacional”, finalizou.
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