Evo: petroleiras que financiam
sabotadores serão expulsas
O presidente
boliviano, Evo Morales, advertiu às petroleiras multinacionais, com “muita
dignidade, força e valentia” que não cederá às chantagens e que se
continuarem tentando subornar lideranças para fomentar a sedição “terão seu
tempo na Bolívia limitado”.
Ao discursar na
sexta-feira, 14, durante sessão de honra do Conselho Municipal de
Cocha-bamba pelo 197º aniversário do de uma das primeiras sublevações contra
o dominação espanhola, Evo acrescentou que se esse tipo de atividade se
mantiver tomará as medidas necessárias contra os sabotadores estrangeiros.
Em 14 de setembro de 1810, uma sublevação liderada por Alejo de Calata-yud,
na região, contra a colonização espanhola esteve entre os movimentos
iniciais na luta pela independência boliviana, que foi conquistada em 6 de
agosto do ano de 1825.
“A Bolívia, fará
respeitar as leis e a sua dignidade”, declarou Morales.
Os separatistas
financiados pelas multinacionais tentam dividir o país pois querem entregar
o petróleo e gás que se encontrariam nessas regiões em troca de migalhas.
Uma de suas manobras
para sabotar a Constituinte - que busca garantir a posse nacional das
riquezas e a Reforma Agrária - transferir o Executivo e o Legislativo do
país para a província de Chuquisaca, cuja capital é a cidade de Sucre, e com
isso tentam enfraquecer a capacidade de centralização governamental do país
e a proximidade do povo aos órgãos de poder (enquanto a capital La Paz e sua
vizinha El Alto reúnem mais de 2 milhões de habitantes, Sucre não chega a
abrigar 250 mil e está próxima dos departamentos onde atuam os que querem
dividir o país).