Corte Européia reafirma condenação da Microsoft por prática de monopólio
O Tribunal de 1ª Instância da União Européia confirmou na
segunda-feira, 17, a decisão de 2004 que multou em 497, 2 milhões de euros o
monopólio de software norte-americano Microsoft, por “abuso de posição
econômica e prática de monopólio”.
Após deliberar por quase 17 meses, os 13 juízes destacados
para o caso rejeitaram plenamente o recurso da companhia norte-americana e
se mostraram de acordo com as decisões da Comissão de Concorrência Européia
(CE).
Os magistrados concordaram na posição de que a Microsoft
aproveitou o virtual monopólio do Windows para expulsar do mercado outros
concorrentes ao não ceder a seus concorrentes informação necessária para a
fabricação de programas compatíveis com o Windows (sistema operacional da
Microsoft).
Ao longo de quase 250 páginas, a decisão judicial do
tribunal desmonta um por um os argumentos da Microsoft, qualificando-os,
inclusive, de “vagos, gerais e puramente semânticos”.
A corte considerou certo que, ao integrar o reprodutor
Media Player com o Windows, a companhia de Bill Gates buscou melhorar sua
posição em um mercado que até então não dominava.
Quanto à multa, os juízes concordaram com a determinação da
CE, que avaliou a gravidade e a duração das práticas anticompetitivas da
empresa. Por isso, manteve a sanção de 497,2 milhões de euros, a mais alta
imposta pela autoridade européia de concorrência. A esta quantia, que desde
2004 encontra-se em uma conta bancária bloqueada, a CE somou no ano passado
uma nova multa de 280,5 milhões de euros, por considerar que a Microsoft
continuava descumprindo as sanções estabelecidas, além de 80% dos custos do
processo.
A comissária de Concorrência da União Européia, Neelie
Kroes, mostrou-se satisfeita com a clareza da decisão judicial e advertiu
que não tolerará que a Microsoft descumpra as obrigações estabelecidas pela
CE.
RC