Imediatamente se pôs em marcha a Operação Enmanuel,
liderada pelo presidente Chávez e com a participação de representantes da
Argentina, Bolívia, Brasil, Cuba, Equador, França e Venezuela, na cidade
colombiana de Villavicencio, capital do departamento de Meta, para recuperar em
algum lugar da selva os três reféns.
COMUNICADO
Porém, no dia 31
de dezembro as FARC informaram mediante um comunicado enviado a Hugo Chávez, sua
impossibilidade de liberar as duas mulheres e a criança devido o acontecimento
de combates provocados por tropas do exército colombiano na região, que poderiam
por em risco a vida dos reféns e dos observadores internacionais. De fato,
informes publicados nas páginas na internet do Exército colombiano e da Quarta
Divisão militar confirmaram que as forças militares efetivamente atacaram as
FARC durante as festas de natal e ano novo, no lugar onde estava prevista a
entrega dos três.
Ainda na
tentativa de desmoralizar a operação que permitiria iniciar um processo que
superasse o enfrentamento que desgraça os colombianos, o governo de Uribe fez
uso político da localização do menino Enmanuel, que se encontrava em um asilo,
nas proximidades de Bogotá.
As FARC, depois
de vários dias, quando já haviam sido realizadas provas de DNA para confirmar a
identidade da criança, acabaram reconhecendo que ela tinha sido retirada do
local na selva para garantir sua segurança. Não consideraram, porém, a
necessidade de informar o fiador da operação, o presidente Chávez, que tinham
realizado esse movimento, desgastando a iniciativa.
No dia 5 de
janeiro, o governo da Venezuela, ciente de que a libertação dos reféns e o
diálogo político entre as FARC e o governo colombiano é inadiável, divulgou um
Comunicado em que “se une às numerosas vozes que, na opinião pública
internacional, pedem o total esclarecimento das circunstancias que cercaram o
menino Enmanuel no transcurso das últimas semanas”.
“O governo da
Venezuela formula votos por que no prazo mais breve possível Consuelo González,
Clara Rojas e todos aqueles que se encontram privados de liberdade como
conseqüência do longo e doloroso conflito que afeta o povo irmão da Colômbia,
voltem a seus lares e se reencontrem com seus familiares.
O Governo da
Venezuela reitera seu desejo de acompanhar no espírito que o animou a
impulsionar a operação Enmanuel, todas as iniciativas que contribuam à
realização da troca humanitária e a traçar o caminho para a paz na irmã
República da Colômbia”, ressalta o documento.